Buscar

Usina goiana investe na produção de energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar

quarta-feira, julho 15, 2020



A produção de energia pela Cooper-Rubi, usina localizada em Rubiataba (GO), atende toda a unidade durante o período de safra e ainda exporta energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Para este ano, a expectativa é produzir exportar durante os 200 dias de safra 24.000 MW/h. Atualmente, a usina tem a capacidade instalada de 20MW/h com dois geradores, com uma geração horária de 16MW/h em média, exportando cerca de 120 MW/h por dia ,o que representa, 5MW/h  de energia excedente.

Com a cogeração e a venda da energia é possível gerar uma receita significativa para a usina. Além de que, com as melhorias de estrutura sobrará bagaço da cana-de-açúcar que possibilitará a produção de energia no período de entressafra, o que refletirá na economia do consumo de energia importada da concessionária de energia local, a Enel.

Durante a safra a empresa já produz toda a energia que consome, isso é, é autossuficiente. A energia gerada a partir do bagaço da cana é utilizada em todo parque fabril nas áreas industriais, oficina mecânica, sede administrativa e irrigação das lavouras, consumindo cerca de 11 MW/h. A economia gerada é significativa. Para se mensurar, após o inicio da safra, a conta de energia da Cooper-Rubi reduziu em mais de 77%, foram cobrados pela concessionária somente a taxa de demanda contratada e os encargos, tendo em vista que o consumo foi zero.

“Com a crise energética nacional, os investimentos realizados na última década – 2010-2019 – quadruplicaram a capacidade de geração de energias renováveis de 414 GW para aproximadamente 1.650 GW, a cogeração de energia proveniente da biomassa da cana ganhou notoriedade e se tornou uma excelente alternativa, além de ser uma energia limpa e renovável”, acrescenta o engenheiro eletricista da Cooper- Rubi, Adalberto Souza.

É importante destacar que a cogeração ocorre em período de seca em que os níveis dos reservatórios de água das hidrelétricas estão mais baixos e o custo da energia elétrica aumenta.  Com a cogeração essa dependência diminui e contribui para o aumento da oferta de energia, o que pode favorecer ao barateamento para o consumidor final.

Renovável

A produção de energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar começou em 2020 com a moagem, no dia 13 de maio. O subproduto usado como combustível nas caldeiras a vapor é transformado em energia elétrica nos turbo geradores. Para a safra deste ano a empresa investiu em melhorias mecânicas, elétricas e de processo para que a energia excedente seja comercializada.

Essa energia gerada é considerada renovável, por ser produzida a partir do bagaço da cana, e limpa por ser gerada em caldeiras com baixa poluição atmosférica que contam com lavadores de gases. A Cooper-Rubi já produz etanol e açúcar, mas a energia é um novo produto e faz parte dos produtos vendidos no mercado pela empresa, seguindo a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e os valores de mercado. Vale destacar que a venda será apenas no mercado, a responsável por distribuir a energia elétrica aos consumidores é a Enel.

“As unidades produtivas sucroalcooleiras são praticamente autossuficientes em energia. É neste cenário de novas possibilidades de geração de energia que o setor sucroalcooleiro se insere, no sentido de aproveitar a oportunidade para diversificar ainda mais o seu portfólio de produtos”, pontua Adalberto Souza.

Vantagens da bioeletricidade

  • Promove o desenvolvimento econômico sustentável.
  • Contribui para a oferta de energia elétrica, principalmente no período seco, quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos.
  • Ganhos ambientais por se tratar de uma energia limpa e renovável.
  • Máximo aproveitamento dos recursos da cana.
  • Ganhos sociais, com a geração de empregos e renda.
  • Emite uma quantidade relativamente baixa de CO2 na atmosfera, quando comparada com o sistema convencional de geração. Isso possibilita a participação da usina em programas de redução na emissão de gases do efeito estufa, como o Crédito de Carbono.

Portal: Canal Bioenergia

Veja também:

0 comentários

Agradecemos seu comentário! Volte sempre :)

Categorias

Abastecimento (26) Abiove (8) Acordo Internacional (23) Acrocomia aculeata (48) Agricultura (102) Agroenergia (119) Agroindústria (20) Agronegócio (115) Agropecuária (34) Água (1) Àgua (1) Alimentos (284) Amazônia (19) animal nutition (1) ANP (64) Arte (1) Artigo (26) Aspectos Gerais (177) Aviação (30) Aviation market (16) B12 (3) B13 (2) Bebidas (1) Bioativo (1) Biochemistry (5) Biocombustíveis (378) Biodiesel (268) Bioeconomia (57) Bioeletricidade (25) Bioenergia (165) Biofertilizantes (4) Biofuels (102) Bioinsumos (1) Biomass (7) Biomassa (85) Biomateriais (5) Biopolímeros (7) Bioproducts (2) Bioprodutos (15) Bioquerosene (36) Biotechnology (34) Biotecnologia (63) Bolsa de Valores (22) Brasil (11) Brazil (28) Cadeia Produtiva (14) Capacitação (7) Carbonatação (1) Carbono Zero (4) Carvão Ativado (6) CBios (47) CCEE (1) Celulose (6) Cerrado (12) Ciência e Tecnologia (284) Clima e ambiente (242) climate changed (42) CNA (1) Cogeração de energia (29) Combustíveis (84) Combustíveis Fósseis (26) Comércio (15) Consciência Ecológica (20) COP24 (76) COP25 (20) COP26 (4) Copolímeros (2) Cosméticos (27) Crédito de Carbono (38) Crédito Rural (2) Créditos de Descarbonização (22) Cultivo (113) Curso (3) Dados (1) Davos (3) Desafios (1) Desenvolvimento Sustentável (118) Desmatamento (1) Diesel (13) Diesel Verde (13) eco-friendly (4) Economia (65) Economia Circular (6) Economia Internacional (109) Economia Verde (169) Economy (30) Ecosystem (6) Efeito estufa (14) Eficiência energética (40) Empreendedorismo (3) Empresas (26) Energia (82) Energia Renovável (235) Energia Solar Fotovoltaica (16) Etanol (66) Europa (1) event (10) Eventos (113) Exportações (67) Extrativismo (49) FAO (2) Farelos (45) farm (1) Fibras (9) Finanças (4) Floresta (1) Floresta plantada (97) Fomento (9) Food (42) food security (7) forest (1) Fuels (26) Gás (3) Gasolina (1) Gastronomia (1) GEE (2) Glicerina (2) Global warming (98) Green Economy (125) health (22) IBP (1) Incentivos (4) Industry 4.0 (1) Ìnovaç (1) Inovação (78) Instituição (1) Investimento (1) IPCC (14) L72 (4) L73 (7) Legislação (6) Lignina (7) livestock (4) Low-Carbon (45) Lubrificantes e Óleos (20) Macaúba (556) Madeira (11) Mamona (1) Manejo e Conservação (90) MAPA (10) Matéria Prima (1) Meio Ambiente (171) Melhoramento e Diversidade Genética (67) Mercado (4021) Mercado de Combustíveis (57) Mercado Financeiro (9) Mercado florestal (64) Mercado Internacional (36) Metas (2) Milho (13) MME (25) Mudanças Climáticas (16) Mundo (35) Nações Unidas (1) net-zero (2) Nutrição animal (17) nutrition (9) Oil (50) Oleaginosas (81) Oleochemicals (8) Óleos (242) Óleos Essenciais (3) ONGs (1) ONU (7) Oportunidade (1) Oportunidades (1) other (1) Palma (16) Paris Agreement (85) Pecuária (73) Pegada de Carbono (77) Personal Care (3) Pesquisa (33) Petrobras (9) Petróleo (24) PIB (2) pirólise (3) Plant Based (15) Política (74) Preços (28) Preservação Ambiental (20) Produção Animal (6) Produção Sustentável (38) Produtividade (31) Produtos (150) Proteção Ambiental (6) proteína vegetal (28) Recuperação de área Degradada (41) Recuperação Econômica (3) Relatório (8) renewable energy (18) RenovaBio (50) Research and Development (10) Resíduos (3) SAF (3) Safra (1) Saúde e Bem-Estar (90) science and technology (46) Sebo (4) Segurança Alimentar (78) Segurança Energética (12) Selo Social (4) Sistema Agroflorestal (20) Sistemas Integrados (8) Soil (9) Soja (57) Solos (22) Sustainability (51) Sustainable Energy (66) Sustentabilidade (492) Tecnologia (24) Transportes (5) Turismo Sustentável (3) Unica (1) Vídeo (233) World Economy (76)

Total de visualizações de página