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China detalha plano de importações para a próxima década

quarta-feira, maio 20, 2020

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A China planeja elevar suas importações do Brasil nos próximos anos, segundo mostra o relatório China Agricultural Outlook 2020-2029, apresentado evento transmitido on-line neste ano por conta da pandemia do coronavírus. O país se manterá nos próximos anos como grande comprador de alimentos no mundo.

O Brasil é atualmente o principal fornecedor de soja para a China. Em 2019, foram importadas 88,6 milhões de toneladas da oleaginosa pela China e cerca de 65% saíram do Brasil. Nos próximos 10 anos, segundo o relatório, é esperada uma taxa de crescimento anual próxima de 1%, com potencial de 100 milhões de t em 2029.

O milho brasileiro ainda não está na liderança das importações para a China, que tem buscado bastante pelo cereal da Ucrânia nos últimos tempos, mas os asiáticos acompanham a alta da produção brasileira. Ao longo dos próximos dez anos, a China se manterá como grande importador de grãos, com destaque para soja, milho, trigo e arroz, além de açúcar e os produtos de origem animal, como carne bovina, suína e de frango. Outros produtos como frutas, ovos, lácteos e pescados também poderão gerar oportunidades para o agronegócio brasileiro.

A carne suína tem previsões de elevação de importações neste ano, com alta de mais de 30%, com estimativa de alcançar 2,8 milhões de t, por conta da peste suína africana no país. Porém, com a recuperação da produção interna nos próximos anos, as importações em 2029 devem recuar para 1,95 milhão de t.

Na carne de frango, no ano passado, as importações em 2020 devem ter incremento de 10,4% sobre 2019, com 860 mil toneladas. A necessidade do país em 2029 deve ser reduzida para 590 mil t, o que representa cerca de 30% a menos que será importado neste ano.

"Vale lembrar que a China não é um mercado simples. O relacionamento próximo com os importadores e também com o governo é um fator determinante para o sucesso das empresas que queiram entrar nesse mercado ou mesmo ampliar sua presença”, disse José Mario Antunes, diretor do escritório da InvestSP em Xangai.

A agência preparou um sumário executivo sobre o relatório final do governo chinês.
Fonte: DATAGRO

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