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Setor produtivo se mobiliza contra proibição da aviação agrícola no Ceará

quarta-feira, janeiro 09, 2019

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Imagem Divulgação
Depois da Nota Oficial divulgada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) na véspera do Natal, alertando para o contrassenso e o risco do projeto de lei (PL) proibindo a pulverização aérea no Ceará a mobilização contra a medida agora abrange também entidades (como a própria Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará) e produtores agrícolas cearenses. A urgência de todos é chamar a atenção do governador Camilo Santana (PT) para os prejuízos que a medida, caso seja sancionada, trará principalmente para a fruticultura, setor em que o Estado é o terceiro maior exportador do País. O projeto foi aprovado no dia 18 de dezembro e estava entre diversas propostas votadas de roldão no mutirão de final ano da Assembleia Legislativa do Estado.

Segundo os produtores, só na cultura da banana, o PL nº 18/2015 coloca em risco cerca de 1 mil empregos na região do Cariri, já que sem a aviação dificilmente se conseguiria manter os mesmos níveis de produtividade. Além disso, vale lembrar que o setor aeroagrícola está entre as tecnologias de precisão que ajudaram as exportações cearenses de frutas pularem de menos de US$ 2 milhões para US$ 110 milhões em 15 anos, segundo os números da Câmara Setorial da Fruticultura do Ceará.

Para o Sindag, o que torna o projeto mais perigoso é que ele baseia o combate aos efeitos do mau uso de agrotóxicos no estereótipo de que a aviação agrícola é poluidora, quando o que ocorre na realidade é o contrário. Os mesmos produtos aplicados por aeronaves são usados também por meios terrestres (tratores e pulverizadores costais) e com os mesmos riscos. “Pela falta de conhecimento e até um preconceito contra o setor, estaria se retirando de cena a aviação, justamente a única ferramenta do trato de lavouras que possui legislação específica, tecnologia de ponta e pessoal altamente qualificado. E, por isso mesmo, altamente fiscalizável”, explica o presidente do sindicato aeroagrícola Júlio Kämpf, que assinou a nota oficial da entidade.

Na prática, a proposta de proibição da aviação agrícola no Ceará ocorre muito mais porque o avião se tornou injustamente bandeira do uso de agrotóxicos do que propriamente pelo alegado combate ao uso de agroquímicos. Até porque os produtos continuarão sendo usados, já que são indispensáveis para a produção a larga escala e à própria segurança alimentar. Aliás, para ilustrar o contrassenso em torno do debate, vale lembrar que atualmente há apenas cerca de dez aeronaves no trato de lavouras no Ceará, enquanto, segundo o IBGE, o Estado tem 105 mil pulverizadores costais e pouco mais de mil pulverizadores terrestres (estacionário e por trator). Some-se a isso o fato de que, quando o avião está operando, quase todos os envolvidos são especialistas e ninguém está na lavoura.

Fonte: Canal Rural

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