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Besouro pode dizimar coqueirais e dendezeiros

quinta-feira, novembro 01, 2018

Segundo a Embrapa, a praga pode afetar 28 gêneros de palmáceas


Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Tabuleiros Costeiros) estão alertando para a possível chegada de um besouro, mais precisamente o bicudo-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus), que pode atingir drasticamente plantações de coqueiro e dendê, inclusive as palmeiras ornamentais. A partir disso, os cientistas estão recomendando uma atenção e monitoramento constante, além da aplicação de técnicas de manejo integrado de pragas (MIP), como o uso de nematoides. 
De acordo com Paulo Parizzi, coordenador-geral de Proteção de Plantas do Departamento de Sanidade Vegetal, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (Mapa), a situação preocupa toda a América do Sul. “Hoje, com a revisão da lista de pragas quarentenárias, esse inseto está sendo categorizado oficialmente como praga quarentenária ausente o que permite a adoção de medidas fitossanitárias nos pontos de fronteira para produtos hospedeiros da praga”, informa. 
Segundo a Embrapa, a praga pode afetar 28 gêneros de palmáceas, que vão desde as ornamentais como a Phoenix canariensis, até as palmeiras comerciais de importância agrícola como coqueiro e dendê. Por esse motivo, cientistas da Embrapa se uniram com pesquisadores da Corporación Colombiana de Investigación Agropecuaria (Agrosavia), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) para coibir os prejuízos desse inseto. 
O pesquisador colombiano Juan Pablo Molina Acevedo, da Agrosavia, especialista na praga, indicou que ela já chegou em alguns lugares. “A praga já chegou às Antilhas, Aruba e Curaçao, cerca de 50 quilômetros da costa venezuelana. Devido à grande capacidade de dispersão, ela pode invadir países com grandes extensões de palmáceas comerciais como Brasil, Colômbia e Venezuela. Os estados do Pará e Roraima podem ser a porta de entrada no Brasil”, conta. 
Para Alessandro Riffel, que desenvolve pesquisas com ecologia química na Embrapa Tabuleiros Costeiros, algumas alternativas já existentes podem ser usadas no combate. “A ecologia química, por meio da utilização de feromônios e substâncias atraentes e repelentes, pode fornecer ferramentas para auxiliar esse manejo", conclui.

Fonte: AgroLink

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