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Estudo traz nova visão sobre relação entre plantas e o frio

sexta-feira, novembro 02, 2018

"Precisamos entender todo o sistema, não apenas o gene de interesse"

Um estudo recente da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e da Universidade Técnica de Gebze, na Turquia, trouxe uma nova forma de ver a relação entre as plantas e sua sobrevivência no frio. De acordo com Gustavo Caetano-Anollés, professor do Departamento de Ciências da Cultura e um dos autores do estudo, em vez de abordar a experiência em um único gene, o novo formato analisa toda a coleção de genes, metabólitos, vias e reações envolvidas na resposta ao estresse. 
“As chances são pequenas de que os criadores possam modificar com sucesso um único gene e alcançar maior tolerância ao frio. Precisamos entender todo o sistema, não apenas o gene de interesse, mas todos os genes relacionados que afetam determinadas vias e outras atividades biológicas envolvidas na resposta ao estresse de uma planta. Nosso estudo identifica metabólitos significativos associados a características importantes e é um passo adiante nas técnicas de perfil metabólico", comenta. 
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A equipe de pesquisa examinou pontos de dados coletados de Arabidopsis thaliana, uma pequena planta comumente estudada para entender os processos genéticos e fisiológicos, em quatro momentos durante a resposta ao estresse pelo frio. Usando um banco de dados que anota genes e produtos genéticos, a equipe foi capaz de construir uma rede de genes, metabólitos e caminhos, identificando todos os processos envolvidos na resposta ao estresse da planta pelo frio. 
“Nossas análises revelaram metabólitos associados ao estresse em inúmeras vias que não acreditamos que responderiam ao estresse pelo frio, incluindo aminoácidos, carboidratos, lipídios, hormônios, energia, fotossíntese e vias de sinalização. Isso mostra como é importante ver a resposta ao estresse no nível dos sistemas. Descobrimos que o estresse pelo frio primeiro desencadeou uma explosão de energia, seguido por um desvio de carbono em aminoácidos e metabolismo lipídico”, explica.
Fonte: AgroLink

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