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Projeto da Agropalma atua na reciclagem de diferentes materiais

segunda-feira, fevereiro 01, 2021



Sustentabilidade é a palavra de ordem que tem norteado a política interna de empresas e instituições, que mudaram a cultura organizacional e conscientizaram os seus colaboradores a transformar alguns hábitos do cotidiano em gestos que farão a diferença onde vivem e trabalham e no meio ambiente como um todo. No Pará, a Agropalma ocupa um lugar de destaque nessa forma de desenvolvimento sustentável. A empresa mantém um projeto que adota a prática 4R, que consiste em Repensar, Reduzir, Reciclar e Reutilizar os resíduos que produz em suas atividades diárias.

 

Lúcio Alves
Lúcio Alves Wagner Santana/Diário do Pará
 

No ano passado, a maior produtora de óleo de palma sustentável da América Latina contribuiu para a reciclagem de mais de 27 toneladas de papel, papelão, plástico e ráfia. Materiais usados e descartados diariamente na sede localizada no município de Tailândia, na região nordeste paraense. A iniciativa começou no segundo semestre de 2019 quando a Agropalma fechou uma parceria com a Recicle, empresa que faz a reciclagem e o reaproveitamento de resíduos para fornecê-los como matéria-prima para outras organizações.

O projeto garante emprego e renda para 14 famílias da comunidade de Palmares, distrito de Tailândia, que trabalham na empresa de reciclagem. Além delas, outras 20 famílias são beneficiadas indiretamente com o trabalho de reciclagem.

Antes da parceria, a empresa pagava para uma terceirizada, para recolher os resíduos. Agora a Recicle faz a coleta dos materiais. Em média, são pelo menos 1.647 quilos de materiais recicláveis recolhidos e levados para reciclagem e reutilização todo mês. Um considerável ganho para o meio ambiente.

Para o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Corporativo da Agropalma, Raimundo Gonçalves Júnior, além das questões financeiras, a importância do projeto de reciclagem está em ter conseguido implantar junto aos colaboradores um novo conceito para a conscientização ambiental, baseado no reaproveitamento de materiais que não são perigosos à saúde e que não passaram por processos químicos. “Fazemos um trabalho de educação ambiental junto aos colaboradores, para que haja uma consciência em relação aos resíduos que são gerados por alguns de nossos insumos. Temos, então, o papel, papelão, plásticos e ráfia (que são os sacos onde se armazenam os nossos insumos), que são acondicionados de forma correta e, posteriormente, recebem também a destinação adequada.”

Júnior resume a dinâmica do projeto de reciclagem a dois pontos, sendo um interno e o outro externo. “Internamente, ampliamos a visão de nossos colaboradores sobre o reaproveitamento dos nossos resíduos, sobre o cuidado com o descarte dos materiais”, explica. “Externamente, fomentamos a geração de emprego e renda nas instituições parceiras e que estão na região do entorno”, acrescenta o gerente.

PROPOSTAS

O engenheiro ambiental Lúcio Alves apontou que os materiais que são levados para a reciclagem – papéis, papelões, plásticos e ráfias – representam cerca de 30% dos resíduos produzidos na rotina da empresa. Segundo ele, já está em andamento na Agropalma propostas de novos projetos para ampliar esse percentual de reaproveitamento, de outros materiais como, por exemplo, resíduos orgânicos que serão inseridos no processo de compostagem para virar adubo nas atividades de agricultura.

“Na realidade, sempre visamos um projeto utilizado em nível nacional, baseado na conscientização dos ‘4R,’ que é: repensar, reutilizar, reciclar e reaproveitar. Essa forma de trabalhar nos dá suporte para que tenhamos uma visão muito mais ampla”, diz Lúcio.

 

Marcos Ramos
Marcos Ramos Wagner Santana/Diário do Pará
 

Ele percorre todos os setores da sede da empresa em Tailândia para capacitar os colaboradores sobre a destinação correta dos resíduos e conscientizá-los sobre a reutilização dos materiais. “São quase 4 mil colaboradores que, a partir da conscientização, se tornam agentes multiplicadores para levar adiante a importância da participação de cada um no processo de destinação final de resíduos, do seu descarte adequado”, diz o engenheiro ambiental.

Raimundo Gonçalves Júnior, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Corporativo da Agropalma, destacou que a empresa já está procurando novos parceiros que possam buscar outros resíduos gerados a partir de produtos usados no processo de produção industrial. A prioridade são pequenas empresas da região que possam garantir a geração de emprego e renda.

É possível que, ainda este ano, a Agropalma possa iniciar o reaproveitamento, na construção civil, de um resíduo chamado terra de branqueamento, usado na filtração de impurezas de óleos vegetais. Um estudo com o material está sendo desenvolvido em Belém e Limeira (SP), e os primeiros resultados foram positivos, segundo Júnior. O resíduo poderá ser usado na produção de tijolos e telhas.

“Todo o nosso trabalho é transformar o que é lixo em recursos e renda”

Quando deixa de reaproveitar resíduos recicláveis, o Brasil perde, por ano, R$ 8 bilhões, segundo um relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em março de 2020. O estudo indica, ainda, que 15% dos materiais que vão parar nos aterros sanitários e lixões – cerca de 12 milhões de toneladas – são recicláveis. Por ano, 4,7 milhões de toneladas de papéis e papelões deixam de ser reciclados porque são despejados em aterros sanitários.

Marcos Ramos, proprietário da Recicle, conhece bem o valor dos resíduos que são descartados diariamente pela população e pelas organizações. A empresa começou as suas atividades há cinco anos, como uma cooperativa que recolhia resíduos recicláveis despejados pela população do distrito de Palmares, em Tailândia (PA). O empreendimento cresceu e Marcos buscou apoio do setor privado, propondo parcerias para recolher materiais recicláveis.

 

Raimundo Gonçalves Júnior
Raimundo Gonçalves Júnior Wagner Santana/Diário do Pará
 

CENTRAL

Toda semana ele e alguns de seus colaboradores vão até a sede da Agropalma para recolher os materiais que ficam armazenados em um espaço que recebeu o nome de Central de Resíduos. Nele, estão todos os materiais que a empresa destina para descarte. Cada substância está separada de acordo com a sua classificação. Papéis, borrachas (pneus), produtos químicos, ferro e alumínio. A equipe da Recicle leva somente as ráfias, os papéis, os papelões e os plásticos.

“Todo o nosso trabalho é transformar o que é lixo em recursos e renda. É o nosso comprometimento com o meio ambiente”, destaca Marcos. “Os resíduos que coletamos nos pontos geradores são processados, enfardados e triados. Vão servir como matéria-prima para a produção de novos materiais”, explica. 

“Tudo o que se encaixe nos grupos de recicláveis, a Recicle tem documentação para tratar, reciclar e oferecer como matéria-prima. No caso das ráfias, esse plástico branco, não tem beneficiamento no Estado, mas temos parceria com as empresas que beneficiam esse material”, comenta.

Temos, então, o papel, papelão, plásticos e ráfia (que são os sacos onde se armazenam os nossos insumos), que são acondicionados de forma correta e, posteriormente, recebem também a destinação adequada”, Raimundo Gonçalves, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Corporativo da Agropalma.

Fonte: Diário Online


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