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Plataforma Projeções Climáticas do INPE/MCTI é apresentada a empresas

quinta-feira, fevereiro 11, 2021




plataforma Projeções Climáticas, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa do MCTI, foi detalhada, nesta quarta-feira (10), em um webinar direcionado a empresas. A ferramenta disponibiliza de maneira acessível informações sobre projeções climáticas, derivadas de modelos globais e regionais, que são essenciais para a elaboração do planejamento empresarial envolvendo riscos climáticos. O desenvolvimento da plataforma contou com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e suporte do projeto de cooperação internacional Quarta Comunicação Nacional e Relatórios de Atualização Bienal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).

“A ferramenta cria uma ponte entre os provedores de informações [que são os serviços climáticos] e os usuários finais”, afirmou Lincoln Alves, um dos coordenadores do desenvolvimento da plataforma no INPE/MCTI e responsável pela apresentação da ferramenta no webinar.


Alves, que também integra o grupo de cientistas que elaboram o AR6 (Sixth Assessment Report) do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), explicou as motivações que culminaram na criação deste recurso, que é único no País, responsável por sistematizar e organizar de maneira simples as informações de projeções climáticas. “O aumento na frequência de eventos climáticos extremos apresenta um custo muito alto para mitigação [dos efeitos].  E as projeções do IPCC indicam um aumento significativo na frequência e intensidade de eventos extremos”, afirmou. Outros portais, em sua maioria internacionais, apresentam dados climáticos em uma linguagem bastante técnica.

Os subsídios disponíveis na plataforma Projeções Climáticas atendem a diferentes perfis de usuários, buscando traduzir os termos científicos para uma linguagem simples, didática e visual. Entre os usuários estão as empresas interessadas em elaborar planejamento envolvendo riscos climáticos. Os dados subsidiam etapas do processo de gestão de riscos, que é mais amplo.

De acordo com Alves, houve um rápido crescimento da demanda de informações climáticas no Brasil. Despertar a consciência sobre qual o grau de vulnerabilidade dos setores econômicos é uma etapa importante na agenda.  As informações sobre clima deixaram de ser restritas a área de sustentabilidade e permeiam a todas as demais áreas de uma empresa.

O técnico do INPE alertou que é preciso cuidado ao interpretar as informações de projeções climáticas contidas na plataforma, pois são diferentes comparadas às informações de previsão do tempo. “As projeções de clima não são determinísticas como a previsão do tempo. Há um grau de incerteza envolvido, por isso é fundamental não se deter a apenas um cenário exclusivo”, explicou.

Para consultar ou extrair informações de acordo com o interesse, o usuário deve fazer a seleção de parâmetros no link ‘Projeções climáticas’. É necessário estabelecer o tipo de modelo climático regional, o cenário, o horizonte temporal e as variáveis de interesse. Também é possível selecionar dados históricos e consultar informações em âmbito nacional, regional ou local. É ainda possível adicionar outras camadas de informações para visualização dos dados por meio de mapas que conjugam informações de estradas, divisões geográficas, por exemplo. O resultado da consulta pode ser extraído em diversos formatos.

O webinar também realizou um exercício prático, demonstrando aos participantes o passo a passo necessário para selecionar o conjunto de dados que podem ser extraídos de acordo com a necessidade de informações de cada usuário. Segundo Alves, até o momento, as informações cuja procura tem sido maior entre os usuários da plataforma estão as variáveis índices de chuva, ondas de calor e vendavais.


Em sua apresentação que destacou como uma empresa pode utilizar as informações da plataforma para subsidiar a tomada de decisão, citou o relatório do Fórum Econômico Mundial de 2019 que apontou os eventos meteorológicos extremos e as falhas na mitigação e adaptação como os dois principais riscos à economia global. Segundo a assessora, entender como as ameaças tendem a se modificar no futuro é um dos primeiros passos no processo de identificação e gestão de risco climático.  Nesse sentido, o entendimento dos riscos climáticos deve ser considerado nos riscos empresariais.  “A adaptação à mudança do clima é um caminho, um processo de ajuste dos sistemas”, destacou.

O webinar foi organizado pela Iniciativa Empresarial em Clima (IEC), que tem entre os objetivos fomentar a agenda de clima no setor empresarial, em parceria com MCTI, INPE e o ProAdapta, projeto de cooperação entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil e Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU, na sigla em alemão), implementado pela GIZ, agência de cooperação do governo alemão para sustentabilidade.

Próximo evento - A iniciativa fará um segundo webinar para explorar os recursos da Plataforma AdaptaBrasil MCTI. A ferramenta oferece aos gestores públicos e privados subsídios que apoiam a tomada de decisão sobre ações de adaptação. O evento on line será no dia 24 de fevereiro, às 10h. As inscrições devem ser feitas por meio deste link: http://bit.ly/WEB_AdaptaBrasil_IEC

Assista ao webinar Projeções Climáticas abaixo:




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