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Soluções biodegradáveis aumentam para reduzir impactos ambientais

quinta-feira, maio 21, 2020

Como adaptar a indústria para a produção de bioplásticos?

Soluções que levem ao plástico descartável ideal é uma busca incansável que mobiliza cientistas e ambientalistas do mundo todo. Pesquisas sugerem a substituição dos plásticos tradicionais pelos tipos biodegradáveis, visto que alguns segmentos de mercado que sabem da conscientização da população pela preservação do meio ambiente, se disponibilizam a pagar a mais por produtos menos poluidores, promovendo além de benefícios ambientais, ganhos econômicos e sociais.
A necessidade de reduzir a quantidade de resíduos plásticos desperdiçados incentiva até a reciclagem, mas apesar de a coleta seletiva estar presente em muitas cidades brasileiras, a totalidade de recicláveis está bem longe de ser alcançada. Diante deste cenário, o foco gira em torno de produtos de origem vegetal e a produção de materiais do tipo biodegradável.

Um plástico é considerado biodegradável quando é possível realizar sua decomposição de forma natural, isto é, sua biodegradação – que é realizada por micro-organismos como bactérias, algas e fungos, que convertem o material em biomassa, dióxido de carbono e água. A vantagem da embalagem biodegradável é que a sua permanência no ambiente é menor do que a permanência das embalagens não biodegradáveis, o que diminui as chances de efeitos nocivos como sufocamentos, entrada na cadeia alimentar, contaminação, entre outros.  

Soluções biodegradáveis 

Algumas tecnologias vêm revolucionando o mercado de descartáveis: uma delas é o amido termoplástico. O amido, reserva de alimentos de plantas como o milho, arroz e mandioca, é encontrado na natureza graças ao vasto cultivo de cereais, é renovável e pode ser convertido química, física e biologicamente em compostos úteis à indústria. Pode ser usado como saco de lixo, filmes para proteger alimentos, na produção de talheres, pratos e copos descartáveis, na fabricação de canetas, brinquedos e outras aplicações. Tal solução tem sido trabalho de vários pesquisadores na USP.

De outro lado, surge um plástico revolucionário, que se deteriora com a luz solar e pode reduzir a poluição no meio ambiente. Foi desenvolvido e patenteado no ano passado por cientistas do Instituto de Química da UNICAMP. Trata-se do plástico fotodegradável, uma mistura de polietileno – muito usado em embalagens e sacolas – com um polímero orgânico, que se decompõe pelo menos duas vezes mais rápido que o plástico comum. Amostras de plástico fotodegradável foram submetidas a 300 horas de irradiação sob uma lâmpada ultravioleta e o material ficou bem amarelado e quebradiço, ou "fotodegradado". No final do processo total de degradação, o material acaba voltando à natureza, sob a forma de dióxido de carbono.

Embalagem de plástico PLA

O plástico PLA ou plástico de poliácido láctico, é um plástico biodegradável que pode ser utilizado como embalagem alimentícia, cosmética, na produção de sacolas, garrafas, canetas, vidros, tampas, talheres, entre outros.

Embalagem de milho e bactérias

De acordo com um artigo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), esse tipo de embalagem biodegradável é um plástico orgânico feito por meio da biossíntese de carboidratos da cana-de-açúcar, do milho, ou de óleos vegetais de soja e palma.

Embalagem de cogumelo

Essa embalagem biodegradável feita a partir de cogumelos é uma invenção da Ecovative, uma empresa de design. O produto é feito a partir de raízes de cogumelos crescidas em folhas mortas, húmus e uma variedade de substâncias, que levam a materiais de diferentes texturas, flexibilidade e durabilidade.

Embalagem de plástico de leite

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) desenvolveu uma embalagem plástica biodegradável, feita a partir de uma proteína do leite capaz de proteger os alimentos da ação degradante do oxigênio. A embalagem pode ser usada em caixas de pizza, queijos ou até mesmo como pacote para sopa solúvel - e pode ser dissolvida junto com o alimento em água quente.

Embalagem de camarão

O Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, em Harvard, extraiu chitosan, um polissacarídeo do camarão e das lagostas, para desenvolver a embalagem biodegradável chamada shrilk. A embalagem pode substituir caixas de ovos e embalagem de verduras.

Revestimento de casca de tomate

Cascas que sobram de tomates processados podem servir como revestimento biodegradável de enlatados. Chamado Biopac Plus, o projeto está sendo desenvolvido por uma grande empresa agrícola familiar italiana, e pode ser utilizado para embalar tomates, ervilhas, azeitonas e todos tipos de alimentos enlatados.

Contudo, uma coisa ainda é fato: os plásticos são fundamentais na sociedade moderna. Quase tudo que consumimos é feito do material, mas combater o desperdício de plástico envolve mais do que apenas procurar novas soluções. Mesmo com o uso de uma embalagem biodegradável, ecológica ou compostável, a má gestão e descarte incorreto de resíduos devem ser evitados ao máximo.
Fonte: eCycle

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