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Matéria-prima para as indústrias de cosméticos e biodiesel? Coco Macaúba!

sexta-feira, março 20, 2020


Nos tempos atuais, uma nova utilidade está valorizando muito o óleo de macaúba: a produção de biodiesel, combustível obtido a partir de fontes renováveis como gorduras animais e óleos vegetais por meio de processos químicos. “Por conta dessa crescente procura por óleos vegetais, particularmente o Biodiesel, a macaubeira passou a ser tratada com a importância que lhe é devida”, afirma Prof. Dr. Luiz Ângelo Mirisola Filho, do Curso CPT Cultivo e Processamento de Coco Macaúba para Produção de Biodiesel.
Um informe da Embrapa de 2006, pra se ter ideia, já informava que o óleo da macaúba cada vez mais está sendo valorizado pelo mercado nacional e internacional, pois é leve, tem valores nutricionais próximos aos do azeite de oliva e seu potencial começou a ser descoberto pelas indústrias de cosméticos e de alimentos.
Do processo de extração são obtidos dois tipos de óleo. O da polpa é ferrugem, amarelado, e aproveitado como biodiesel, ou na indústria de cosméticos. Já o óleo da amêndoa, transparente, é mais nobre, podendo ser consumido e também utilizado em produtos de beleza.” (Embrapa, 2006).
Mas que planta é essa que tem tantas características positivas? Onde pode ser encontrada e cultivada? Essa pergunta é respondida por muitos estudos feitos por pesquisadores e cientistas brasileiros e estrangeiros. Lleras e Coradin (1985), citados por Clement (2005), estimaram uma produtividade de 5 toneladas de óleo do tipo oléico-palmítico e 1,4 toneladas de óleo do tipo láurico de plantios com uma densidade de 200 plantas/ha. Essa produção é comparável e até superior à do Dendê, sem contar a grande vantagem da macaúba de se desenvolver e produzir bem em locais de climas mais secos do que o Dendê suporta, daí a presença mais intensa do cultivo do Dendê como atividade econômica na Amazônia e no Sul da Bahia.
Ainda segundo Clement (2005), a macaúba apresenta duas características pouco favoráveis: primeiro a sazonalidade da produção; e segundo, a maturação não regular dos frutos. Ele informa que a safra de macaúba vai de junho a março na região de Brasília e comenta que isso exigiria um cultivo alternativo com safra oposta para manter o funcionamento de uma fábrica. Observações feitas em Minas Gerais mostram maior concentração da colheita nos meses de outubro a fevereiro.
Já a maturação irregular dos frutos, ao longo do período de colheita, reduz o teor de óleo no cacho, já que uma colheita com a retirada do cacho inteiro incluiria frutos maduros, semimaduros e não-maduros. Estes dois últimos apresentam produção de óleo muito menor, o que resulta menor rendimento de forma geral.
É importante salientar, porém, que uma maior uniformidade de maturação pode ser obtida por meio de melhoramento genético, enquanto a extensão da safra pode ser obtida por meio de práticas culturais que favoreçam a planta, como adubação e irrigação apropriadas.
Fonte: CPT

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