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Estudantes do RJ desenvolvem estação de tratamento de esgoto residencial

segunda-feira, março 09, 2020

Alunos do Sesi de Nova Iguaçu participam de torneio de robótica — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Seis alunos, de 13 a 15 anos, da escola Firjan de Nova Iguaçu vão participar de torneio de robótica com projeto. Estudos começaram há nove meses em rio poluído que passa perto da escola.

Em tempos de crise hídrica no estado, alunos de uma escola de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, trabalham há nove meses em um projeto que poderia ajudar na questão da despoluição de rios que abastecem a bacia do Guandu. O projeto teve início em janeiro de 2020. Os seis estudantes, de 13 a 15 anos, desenvolveram uma estação de tratamento de esgoto residencial e vão participar de um torneio de robótica com o projeto.

A ideia surgiu quando os jovens se perguntaram como poderiam melhorar a qualidade da água do Rio Botas, que passa ao lado da Escola Firjan SESI Nova Iguaçu onde estudam. O canal poluído deságua na Bacia do Guandu e segue para as residências da região. Uma das idealizadoras do projeto Luna Portella, de 13 anos, explicou como funciona o tratamento.

“O processo consiste em três etapas: a mecânica, química e biológica. A primeira serve para retirar os resíduos físicos da água. O carvão ativado serve para tirar o odor e sabor [etapa física]. E as mídias biológicas são cápsulas de cerâmica que possuem bactérias que decompõem os compostos nitrogenados”, explicou a jovem.

“No final, é possível tanto devolver a água para a natureza em melhor qualidade quanto para o encanamento de serviço da residência para utilizar nas atividades de reuso”, completou.

O aluno Arthur Mello, de 14 anos, explicou ainda que as amostras de água do Rio Botas foram analisadas em diversos aspectos. Os alunos testaram os níveis de pH, alcalinidade, cloro e índice de carbono até chegar no resultado final.

Projeto participará de torneio de robótica

A iniciativa foi aprovada na etapa regional de um torneio de robótica. Nesta sexta-feira (6), os alunos iniciam as batalhas a nível nacional em São Paulo. O time, conhecido como Wild Lions (Leões Selvagens, traduzido do inglês) batizou a proposta de Utare (Unidade de Tratamento de Água Residual) e estão confiantes.“A nossa meta é conseguir um desempenho melhor do que na etapa regional para conseguir, pelo menos, ir para uma etapa internacional. Nosso foco mesmo é ficar entre os 10 primeiros. Sonhar alto nunca é demais, é sempre bom manter um pensamento positivo e otimista quando a gente está participando de um torneio tão competitivo assim”, afirmou Leonardo Tone, de 13 anos.

Catarina e Leonardo fazem testes para projeto — Foto: Arquivo Pessoal


A equipe é liderada pelo professor Gabriel Miranda, que irá acompanhar os jovens na competição. Ele disse que o sentimento é de orgulho ao ver que seus alunos desenvolveram um projeto que pode ser a solução para um problema da realidade de todos eles.


“Eu tenho sentimento de orgulho, de satisfação, de felicidade, de acreditar que nem tudo está perdido e que o ser humano é capaz de regenerar a si próprio e o mundo que ele está inserido. Ao mesmo tempo, acredito que a educação é o único caminho de uma país e futuro melhor”, afirmou.


Estudos começaram em 2019


Gabriel Miranda afirmou ainda que a proposta, se fosse adotada nas residências, poderia ter evitado a distribuição da água em más condições para os moradores do Rio de Janeiro. O início dos estudos foi em 2019, quando ainda não havia problema no abastecimento de água no estado.

Alunos coletam água do Rio Botas ao lado da escola Sesi de Nova Iguaçu — Foto: Arquivo Pessoal

“Quando você cria uma unidade de tratamento de esgoto residencial, você está dizendo para o estado o seguinte: ‘Nós estamos fazendo a nossa parte’. Cabe ao estado fazer a dele. A gente vem sinalizando isso há bastante tempo”, afirmou Gabriel.


“As pessoas só lembram que a degradação do meio ambiente é ruim quando acontece alguma coisa. Quando você abrir a sua torneira e a água sair escura e odor ruim, todo mundo vai lembrar que precisa ser feito alguma coisa. Tem que ser feito em curto, médio e longo prazo. Não vai resolver de uma hora para outra”, completou o técnico do time Wild Lions.


Fonte: Portal G1

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