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Embrapa Milho e Sorgo tem novo corpo gerencial

quarta-feira, novembro 13, 2019



“Uma empresa com propósitos é um instrumento de transformação social”. Com esta afirmativa, o novo chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Frederico Durães, ressaltou sua motivação ao assumir a liderança da Empresa. “Cabe a mim prometer um novo futuro, indicando desafios para os novos rumos e focos”, disse.

Frederico destaca que a Embrapa é do Brasil, e também de Minas Gerais, de Sete Lagoas e do entorno. “A rede Embrapa com seus parceiros públicos e privados é fundamentalmente uma casa de ciência, uma Empresa provedora de conhecimento. E o atual momento nos traz a perspectiva de novos desafios. Talvez, a formatação do papel de sermos também mediadores de interesses legítimos da iniciativa pública, da iniciativa privada e da parceria público-privada”. 

O novo gestor parabenizou o chefe-geral que o antecedeu, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, e toda a equipe de colaboradores pelos trabalhos realizados. O desenvolvimento de ativos foi destacado por Antônio Álvaro como contribuições da equipe da Unidade nos últimos anos. “Estamos desenvolvendo o primeiro milho transgênico tropical fruto de uma parceria entre empresa pública e sementeira privada. Temos várias cultivares de sorgo de destaque. Além disso, o mercado internacional está ávido por milheto, e esta Unidade está preparada para atender as demandas que se colocam”, afirmou.

Ele destacou a importância dos produtos biológicos, o desenvolvimento de biodefensivos à base de baculovírus, produtos derivados de Bt e o primeiro inoculante solubilizador de fosfato. “O BiomaPhos é um enorme orgulho para a Embrapa. Em parceria com uma empresa nacional privada – a Bioma – o produto consegue resgatar uma reserva bilionária de fósforo existente nos solos”, destacou. “Isso é uma prova de que investir em tecnologia, em ciência e em inovação traz retorno para o País”. 

Além disso, Antônio Álvaro ressaltou os chamados ativos intangíveis, tecnologias para sistemas de produção atualizados, Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Integração Lavoura-Pecuária. Também citou a consolidação da Semana de Integração Tecnológica (SIT), evento que mostra à sociedade inovações geradas pela Embrapa e reuniu em sua última edição mais de três mil pessoas. Pontuou ainda a atuação da Embrapa Milho e Sorgo em políticas públicas, como o Plano Brasil Sem Miséria, e projetos de cooperação internacional, como a capacitação de técnicos africanos em MIP e em controle biológico para manejo da lagarta-do-cartucho.

Mas, como principal orgulho, o chefe anterior indicou a captação de recursos externos. “Esta Unidade percebeu logo que precisava captar recursos privados para entregar resultados que a sociedade demanda e espera, e fez muitas parcerias, estabelecendo diversos programas de pesquisa”. Avaliando os benefícios das tecnologias geradas e o aumento de produtividade das culturas, Antônio Álvaro concluiu que fica evidente como investir em ciência e inovação dá retorno à sociedade. 

O presidente do Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) Roberto Simões, ao analisar o ambiente futuro, disse que “nunca antes precisamos tanto da Embrapa e das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária”. Segundo ele, “onde não existem certezas e as mudanças são cada vez mais rápidas e transformadoras, precisamos como nunca da academia, da ciência e da inovação”, reforçou.
‘Pesquisa transformou o Cerrado”, diz presidente da Embrapa

A solenidade contou com a presença do presidente da Embrapa Celso Luiz Moretti. Após cumprimentar os presentes, ele destacou o trabalho desenvolvido pelo ex-chefe Antônio Álvaro ao longo de quase 10 anos à frente da Embrapa Milho e Sorgo e citou as contribuições que a Unidade deu à cadeia produtiva do milho, do sorgo, do milheto e dos sistemas integrados de Lavoura-Pecuária-Floresta. “Um trabalho sério, comprometido. Acompanhei toda a trajetória e todo o trabalho que você desenvolveu aqui com a sua equipe e quero agradecer em nome da Embrapa e em nome da sociedade brasileira”.

Em seguida, o presidente saudou o novo chefe Frederico Durães. “Nesse momento você assume a nossa Embrapa Milho e Sorgo com um conjunto bastante grande de desafios pela frente. Desejo boas-vindas, muita sorte e muito sucesso”. 

Em seu discurso, o presidente Moretti falou sobre a missão da Embrapa e o que a Empresa já fez pelo País ao longo das últimas quase cinco décadas. “Eu não deixo de dizer, de celebrar e enfatizar o que esse País fez, o que nós já fizemos ao longo das últimas cinco décadas, de sair de um País que importava alimentos, um País que não tinha segurança alimentar, conhecido só como produtor de café, de açúcar e de cacau. Que não tinha tecnologia agropecuária tropical, que importava tecnologia de outros países. Mas que se organizou, por meio da organização do sistema de pesquisa agropecuária forte, com as universidades, com as organizações estaduais de pesquisa agropecuária, as organizações de assistência técnica de extensão rural, e, principalmente, do setor privado. O setor privado é que veio junto com a pesquisa agropecuária”, disse.

Moretti destacou que é preciso falar mais sobre a agricultura brasileira e reforçar a mensagem da sustentabilidade do Agro brasileiro. “A pesquisa agropecuária pública foi abrindo caminho, e foi transformando os Cerrados brasileiros em terra fértil, tirando aquela situação de um solo pobre, ácido, com toxidez de alumínio e transformando o Cerrado brasileiro de 200 milhões de hectares em terra fértil. Tropicalizou cultivos e raças de animais, tropicalizou a soja, o trigo, o gado, produzindo nos trópicos e desenvolvendo uma plataforma de produção sustentável”, pontuou o presidente.

Ele ressaltou que foi isso que o Brasil fez e que é preciso falar muito sobre essa transformação. “Muitas pessoas que moram nas cidades brasileiras não sabem o que foi feito no Brasil. Não conhecem a verdadeira saga que ocorreu nesse País ao longo dessas ultimas cinco décadas. E se isso aconteceu foi porque visionários como Alysson Paulinelli e Eliseu Alves estruturaram um sistema de pesquisa agropecuária sustentável para o Brasil. Nenhum outro País do mundo, hoje, produz tanto alimento e de forma tão sustentável como o Brasil. Nós alimentamos 1,5 bilhão de pessoas em todo o globo e preservamos 66,3% do território brasileiro”, afirmou. 

O presidente destacou também o trabalho de todas as instituições parceiras públicas e privadas presentes na solenidade, por meio de seus representantes: autoridades municipais e estaduais, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Sistema Faemg e Senar, Abramilho, Emater, Epamig, instituições de ensino, cooperativas de produtores e sindicatos.

Compareceram também à solenidade os gestores Daniel Portella Montardeo (Embrapa Pecuária Sul, de Bagé-RS), Pedro Braga Arcuri (Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora-MG), representado o chefe-geral daquela Unidade Paulo Martins. Rafael Vivian (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília-DF) e Esdras Sundfeld (Embrapa Agroindústria de Alimentos, do Rio de Janeiro-RJ).
Inovações no Agro 

Ao final da solenidade, o momento “Conexões para Inovação no Agro” reuniu potenciais parceiros com o objetivo de favorecer a construção e a entrega de soluções. Quatro “cases” foram apresentados: transgênicos de milho, com o novo portfólio de cultivares da Embrapa com o evento VTPRO2; biofábricas de insetos, com estratégias para ganhos em escala; capacitações online para o Agro (conteúdo e marca Embrapa); e adubação inteligente, com informações sobre gestão eficiente em solos de fertilidade construída. 
Perfil e equipe

Frederico Durães assumiu a Chefia no dia 14 de outubro, foi empossado oficialmente no último dia 11 de novembro e exercerá o cargo na Embrapa Milho e Sorgo por dois anos, período prorrogável por duas vezes, sendo, portanto, possível chegar a seis anos, conforme preconiza a Lei das Estatais. Com pós-doutorado na área de Ecofisiologia Vegetal pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, Durães é pesquisador da Embrapa desde 1982 e já exerceu diversos cargos de gestão, como a gerência-geral de duas Unidades: de 2006 a 2011, na Agroenergia (Brasília-DF), e de 2013 a 2018, na Embrapa Produtos e Mercado, também sediada na capital federal.

Durães é mineiro de Curvelo, cidade localizada na região Central de Minas Gerais, e conta com a seguinte equipe de gestores: pesquisadora Maria Marta Pastina, na Chefia-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento; pesquisador Lauro José Moreira Guimarães, na Chefia de Transferência de Tecnologia; e pesquisador Roberto Willians Noda, à frente da Chefia-adjunta de Administração.


Fonte: Revista Cultivar

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