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Maioria das grandes empresas não planeja diminuir emissão de gases estufa, diz pesquisa

quinta-feira, julho 11, 2019

Pequeno globo rodeado por fumaça para ilustrar aquecimento global, França, 10 de novembro de 2015

Apenas uma em cada oito das empresas mais poluidoras do mundo está a caminho de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa para os níveis estabelecidos por acordos globais. A informação é de um estudo financiado por investidores responsáveis por US$ 14 trilhões em ativos.

Os resultados ressaltam o abismo entre os compromissos assumidos pelo setor privado e a transformação que os cientistas dizem ser necessária para impedir que a crise climática destrua o planeta.

"Os investidores precisam adotar uma posição de emergência, caso contrário, a janela para garantir a mudança que precisamos será eliminada", disse Adam Matthews, co-presidente da Transition Pathway Initiative (TPI) e diretor de ética e engajamento do Conselho de Pensões da Igreja da Inglaterra, em comunicado.

O estudo de 274 das maiores empresas de capital aberto constatou que quase a metade não considera adequadamente os riscos climáticos em suas decisões operacionais.

Embora os reguladores e bancos centrais de muitos países industrializados estejam pressionando por uma maior divulgação dos riscos climáticos, um quarto das empresas do estudo não informa suas próprias emissões, disse a TPI.

Análises de 160 das empresas no estudo descobriram que apenas 20 estavam no caminho para reduzir suas emissões de carbono de acordo com o Acordo de Paris de 2015.

Entre elas estão a alemã E.ON, a espanhola Iberdrola, a finlandesa Stora Enso e a californiana Edison International, disse a TPI, responsável pelo levantamento. 

O acordo de Paris tem como objetivo limitar o aumento da temperatura média global para "bem abaixo" de 2°C, enquanto busca aumentar a meta para 1,5°C. As políticas atuais colocam o mundo nos trilhos para um aumento de ao menos 3°C até o final do século. 

O mundo já se aqueceu em cerca de 1°C, alimentando o aumento do clima extremo, devorando os glaciares do Himalaia e dos Alpes e interrompendo a agricultura em muitas partes do mundo.

Fonte: Sputinik News BR

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