Buscar

Sistema de baterias da Itaipu já ilumina pelotão do Exército e comunidade indígena na Amazônia

quarta-feira, dezembro 12, 2018

O projeto é uma parceria entre a Itaipu Binacional e o Exército Brasileiro


Desde o final de novembro, o Pelotão Especial de Fronteira (PEF) do Exército em Tunuí-Cachoeira, no Amazonas, substituiu os geradores a diesel pela energia solar. No domingo (2), um grupo de profissionais da Itaipu voltou da região após duas semanas fazendo o comissionamento de um sistema híbrido de armazenamento de energia, o primeiro deste tipo no País. O projeto é uma parceria entre a Itaipu Binacional e o Exército Brasileiro.

“Foi feito todo o comissionamento e o sistema já está funcionando perfeitamente. Ainda é preciso que o pessoal de lá ajuste a instalação elétrica da comunidade, para a energia produzida chegar até eles. Mas o nosso sistema está em pleno funcionamento”, explicou o engenheiro Bruno Giacchetta, da Assessoria de Mobilidade Elétrica de Itaipu, que liderou a equipe de sete pessoas – quatro da Itaipu e três da empresa espanhola Ingeteam – na missão ao Amazonas.

O sistema que integra gerador, painéis fotovoltaicos e baterias de sódio recicláveis foi desenvolvido pela equipe do Programa Veículo Elétrico (VE), da Itaipu. Durante o dia, parte da energia produzida pelos painéis alimenta a rede e o excedente é armazenado nas baterias. No período noturno, quando não há luz solar, as baterias abastecem a rede. O gerador a diesel vai funcionar apenas como backup.

De acordo com o coordenador brasileiro do Projeto VE e chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica de Itaipu, Celso Novais, o grande diferencial do projeto esta no software de gestão e nas baterias de sódio 100% recicláveis. “Elas são resistentes às altas temperaturas da região, não perdendo vida útil nem correndo o risco de explosão, se comparadas com outros tipos de baterias”, conta Novais. Segundo ele, Itaipu trabalha, atualmente, no desenvolvimento de outra bateria de sódio com características planar, ainda mais moderna e que deverá reduzir em um terço o custo de fabricação além de outras vantagens.

Na Amazônia, o sistema integrado vai abastecer um pelotão com 60 pessoas, além da comunidade de 200 indígenas das etnias coripaco e baniwa, que está localizada ao lado do posto militar. “A participação de uma comunidade no projeto foi uma exigência da Itaipu quando assinou o acordo com o Exército, em 2014”, explicou o chefe da Assessoria de Inteligência da Itaipu, Luiz Felipe Kraemer Carbonell. Na comunidade indígena, a energia vai abastecer postes de luz, uma escola, um posto de saúde e o centro de artesanato.

De acordo com Carbonell, no futuro, este modelo poderá atender outros pelotões e povos em regiões remotas do País. No total, o Exército mantém 28 destacamentos em toda a faixa fronteiriça brasileira. “Nosso maior objetivo é garantir a segurança energética desta região.” O próximo pelotão deve ser o de São Joaquim, também na Amazônia Legal, que tem uma comunidade de indígenas yonamis nas redondezas.

Logística complicada

A missão da Itaipu em Tunuí-Cachoeira é a terceira ida da equipe à região. Na primeira viagem, eles identificaram a área onde seria colocado o sistema. Na segunda, foi feito o transporte e a instalação dos equipamentos e dos softwares. “É uma logística bastante complicada, depende do regime dos rios e das chuvas. Foi preciso o apoio de barcos da região para levar os equipamentos”, complementa Carbonell. Agora, o sistema foi comissionado e deixado pronto para uso.

A dificuldade de acesso também era um encarecedor da energia em Tunuí-Cachoeira. O litro de óleo diesel, para operar o antigo gerador, custava mais que R$ 40. “O deslocamento é complexo. O combustível acaba dividindo espaço com os mantimentos nas aeronaves ou nos barcos”, explica Novais.

“Agora será feito um monitoramento remoto, para acompanhar o status operacional dos equipamentos”, conta. Foi necessário adaptar o nosso sistema para se adequar à banda de internet da região, que é mais lenta. “Alguns ajustes podemos fazer remotamente e outros podem ser realizados pelo pessoal local, que recebeu treinamento básico para isso. Ajustes mais complexos vão exigir nosso deslocamento à região”, conclui.

Fonte: Portal CGN

Veja também:

0 comentários

Agradecemos seu comentário! Volte sempre :)

Categorias

Abastecimento (26) Abiove (8) Acordo Internacional (23) Acrocomia aculeata (49) Agricultura (102) Agroenergia (119) Agroindústria (20) Agronegócio (115) Agropecuária (34) Água (1) Àgua (1) Alimentos (285) Amazônia (19) animal nutition (1) ANP (64) Arte (1) Artigo (26) Aspectos Gerais (177) Aviação (30) Aviation market (16) B12 (3) B13 (2) Bebidas (1) Bioativo (1) Biochemistry (5) Biocombustíveis (378) Biodiesel (268) Bioeconomia (57) Bioeletricidade (25) Bioenergia (165) Biofertilizantes (4) Biofuels (102) Bioinsumos (1) Biomass (7) Biomassa (85) Biomateriais (5) Biopolímeros (7) Bioproducts (2) Bioprodutos (15) Bioquerosene (36) Biotechnology (34) Biotecnologia (64) Bolsa de Valores (22) Brasil (11) Brazil (28) Cadeia Produtiva (14) Capacitação (7) Carbonatação (1) Carbono Zero (4) Carvão Ativado (6) CBios (47) CCEE (1) Celulose (6) Cerrado (12) Ciência e Tecnologia (284) Clima e ambiente (242) climate changed (42) CNA (1) Cogeração de energia (29) Combustíveis (84) Combustíveis Fósseis (26) Comércio (15) Consciência Ecológica (20) COP24 (76) COP25 (20) COP26 (4) Copolímeros (2) Cosméticos (27) Crédito de Carbono (38) Crédito Rural (2) Créditos de Descarbonização (22) Cultivo (113) Curso (3) Dados (1) Davos (3) Desafios (1) Desenvolvimento Sustentável (119) Desmatamento (1) Diesel (13) Diesel Verde (13) eco-friendly (4) Economia (65) Economia Circular (6) Economia Internacional (109) Economia Verde (169) Economy (30) Ecosystem (6) Efeito estufa (14) Eficiência energética (40) Empreendedorismo (3) Empresas (26) Energia (82) Energia Renovável (235) Energia Solar Fotovoltaica (16) Etanol (66) Europa (1) event (10) Eventos (113) Exportações (67) Extrativismo (49) FAO (2) Farelos (45) farm (1) Fibras (9) Finanças (4) Floresta (1) Floresta plantada (97) Fomento (9) Food (42) food security (7) forest (1) Fuels (26) Gás (3) Gasolina (1) Gastronomia (1) GEE (2) Glicerina (2) Global warming (98) Green Economy (125) health (22) IBP (1) Incentivos (4) Industry 4.0 (1) Ìnovaç (1) Inovação (78) Instituição (1) Investimento (1) IPCC (14) L72 (4) L73 (7) Legislação (6) Lignina (7) livestock (4) Low-Carbon (45) Lubrificantes e Óleos (20) Macaúba (557) Madeira (11) Mamona (1) Manejo e Conservação (90) MAPA (10) Matéria Prima (1) Meio Ambiente (172) Melhoramento e Diversidade Genética (67) Mercado (4021) Mercado de Combustíveis (57) Mercado Financeiro (9) Mercado florestal (64) Mercado Internacional (36) Metas (2) Milho (13) MME (25) Mudanças Climáticas (16) Mundo (36) Nações Unidas (1) net-zero (3) Nutrição animal (17) nutrition (9) Oil (50) Oleaginosas (81) Oleochemicals (8) Óleos (242) Óleos Essenciais (3) ONGs (1) ONU (7) Oportunidade (1) Oportunidades (1) other (1) Palma (16) Paris Agreement (85) Pecuária (73) Pegada de Carbono (78) Personal Care (3) Pesquisa (33) Petrobras (9) Petróleo (24) PIB (2) pirólise (3) Plant Based (16) Política (74) Preços (28) Preservação Ambiental (20) Produção Animal (6) Produção Sustentável (38) Produtividade (31) Produtos (150) Proteção Ambiental (6) proteína vegetal (28) Recuperação de área Degradada (41) Recuperação Econômica (3) Relatório (8) renewable energy (18) RenovaBio (50) Research and Development (10) Resíduos (3) SAF (3) Safra (1) Saúde e Bem-Estar (90) science and technology (46) Sebo (4) Segurança Alimentar (78) Segurança Energética (12) Selo Social (4) Sistema Agroflorestal (20) Sistemas Integrados (8) Soil (9) Soja (57) Solos (22) Sustainability (52) Sustainable Energy (66) Sustentabilidade (492) Tecnologia (24) Transportes (5) Turismo Sustentável (3) Unica (1) Vídeo (233) World Economy (76)

Total de visualizações de página