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Campanha pretende plantar 1 bilhão de árvores no Brasil até 2030

quinta-feira, dezembro 06, 2018


Parceiro da TNC planta muda de árvore em Extrema, sul de Minas Gerais. Região de Mata Atlântica na Serra da Mantiqueira é uma das áreas prioritárias para o projeto de restauração florestal Foto: ©Adriano Gambarini / ©Adriano Gambarini
Uma nova campanha pretende plantar 1 bilhão de árvores no Brasil até 2030, o suficiente para cobrir
uma área de 400 mil hectares, ou cerca de 400 mil campos de futebol. Lançado na noite desta segunda-feira em evento com participação de cerca de 300 empresários em São Paulo, o projeto encabeçado pela The Nature Conservancy (TNC), uma das maiores organizações ambientais do planeta, abrange três dos principais biomas brasileiros - Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado – e tem como focos a segurança hídrica, a formação de corredores ecológicos e a mitigação das mudanças climáticas.

Para tanto, a TNC espera arrecadar R$ 50 milhões de instituições públicas e privadas e da sociedade civil. Na campanha, qualquer um pode contribuir com a quantia mínima de R$ 20 por árvore restaurada, a ser plantada no bioma de sua escolha, nos locais onde já funcionam projetos da organização ambiental e parceiros. As doações podem ser feitas com débito em cartão de crédito por meio do site do projeto, intitulado " Restaura Brasil ", ou contratos diretos das instituições privadas interessadas com a TNC.

— A escolha das áreas para restauração foi feita com embasamento científico — garante Rubens Benini, líder da estratégia de restauração florestal da The Nature Conservancy América Latina. — A TNC já atua em várias regiões do Brasil e em cada uma tem diferentes arranjos com atores e parceiros locais. Mas já temos as áreas prioritárias definidas tendo em vista principalmente a segurança hídrica, a formação de corredores ecológicos e a mitigação das mudanças climáticas, com maior potencial de sequestrar carbono da atmosfera.
Área florestal degradada na região do Rio Bacajá, em Altamira, Pará, outra que é alvo do projeto de restauração Foto: Erik Lopes/TNC / Erik Lopes/TNC
Segundo Benini, uma vez feita a doação e escolhido o bioma, a TNC vai coordenar o processo de plantio das árvores. Serão usadas mais de cem espécies nativas dos biomas contemplados, também levando em conta os fatores prioritários.

— É uma diversidade que também é importante para tentar imitar o que acontece na natureza, um processo chamado sucessão ecológica — explica. — Ao longo do tempo, as florestas são construídas por diferentes espécies com diferentes funções, por exemplo, com árvores que vivem mais tempo, outras mais altas, que fazem sombra, algumas mais resilientes a secas e outras que resistem melhor a solos mais encharcados.

Mas a ideia não é ficar só no bilhão de árvores previstos na campanha. Segundo Benini, o projeto também tem o potencial de destravar recursos públicos e privados da agenda nacional e internacional de restauração florestal no valor de R$ 20 bilhões de fontes como o Fundo Verde para o Clima (GFC, na sigla em inglês). Estabelecido em 2010, o GFC tem como objetivo canalizar US$ 100 bilhões anuais até 2020 para a criação e implementação de programas, práticas e tecnologias sustentáveis de baixo carbono em países em desenvolvimento.

Com isso, diz Benini, a campanha pode ajudar o país a cumprir metas como a de reduzir em 37% suas emissões de gases do efeito estufa até 2025 e em 43% até 2030 assumidas no Acordo do Clima de Paris, em 2015, e a de restaurar 12 milhões de hectares de florestas também até 2030 do chamado “Desafio de Bonn”, ao qual aderiu em 2016.

— Assim, ao mesmo tempo que a campanha pode ajudar o Brasil a cumprir seus compromissos ambientais internos e externos, ela pode ajudar a melhorar os serviços ambientais, a conservação da biodiversidade e a segurança hídrica e alimentar da população — conclui. — Um exemplo disso é a polinização, que precisa das florestas e tem um impacto direto na produção de alimentos, o que, por sua vez, tem impacto na segurança alimentar do país. Estamos dando as mãos de fato entre a proteção do meio ambiente e o setor produtivo.

Fonte: O Globo

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