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Molécula aumenta crescimento e dispensa uso do nitrogênio

quarta-feira, setembro 12, 2018


Resultado de imagem para crescimento das plantas

A descoberta pode reduzir os custos de produção e também a poluição do meio ambiente

Uma pesquisa publicada na revista Nature mostrou que existem genes que podem aumentar a capacidade das plantas de absorver o nitrogênio, dispensando a aplicação desse tipo de fertilizante. Segundo o estudo, o método pode ser usado para cultivar variedades de alto rendimento de arroz, trigo e outras culturas básicas. 
Segundo a publicação, isso poderia reduzir os custos para os agricultores em todo o mundo e ajudar a limitar os danos ambientais que ocorrem quando a água e o solos cheios de nitrogênio são levados pela chuva de lavouras agrícolas até rios e oceanos. Kathryn Barton, cientista de plantas da Instituição Carnegie for Science em Stanford, Califórni, afirmou que ainda existe muito mais a ser feito nesse sentido. 
Ela explicou que a pesquisa concentrou-se nas culturas cultivadas durante a "revolução verde" dos anos 1960, um período em que os cientistas agrícolas impulsionaram os rendimentos através da criação de versões menores e mais resistentes das culturas comuns. "Se você pensou que essas variedades de revolução verde eram - que eles são o fim da linha - você está errado, porque há mais coisas que podemos fazer", comenta.  
Isso porque os cultivos modernos não conseguem absorver o nitrogênio, assim como os cultivos tradicionais, então precisam de muito fertilizante para crescer. Só em 2015, os agricultores do mundo consumiram cerca de 104 milhões de toneladas de fertilizantes ricos em nitrogênio.  
No entanto, Anna Michalak, engenheira ambiental da Instituição Carnegie, que estudou a ligação entre a mudança climática e o escoamento de nutrientes nos sistemas de água, é mais cautelosa quanto às implicações das descobertas do estudo. "Sempre que algo parece uma situação ganha-ganha, eu imediatamente penso que há algo que não pensamos. Nunca somos espertos o suficiente para antecipar o que vai acontecer”, conclui. 
Fonte: AgroLink

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