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China investe cada vez mais em biopesticidas

terça-feira, maio 08, 2018

O país tomou uma série de decisões políticas para acelerar o desenvolvimento da indústria biológica

A China está aumentando significativamente o seu investimento em biopesticidas ao longo dos últimos anos. Apenas em 2016 o país aplicou US$ 220 milhões em proteção ecológica e a estimativa é de que esse número alcance os US$ 1300 milhões até 2025, um aumento que equivale a 22.4% por ano.

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O país também está tomando uma série de decisões políticas  que tem objetivo de acelerar o desenvolvimento da indústria biológica e que estão sendo fundamentais para os avanços na área. O Ministério de Agricultura da China, por exemplo, lançou um programa que exige crescimento zero para o uso de pesticidas sintéticos até 2020, além disso, anunciou que 12 defensivos considerados altamente tóxicos seriam retirados do mercado em cinco anos. Todas essas medidas, somadas com critérios cada vez mais rigorosos para o registro de novos pesticidas sintéticos, estão fazendo com que as empresas atualizem seus produtos ou até mesmo encerre suas atividades. 
Os biopesticidas podem ser classificados como microorganismos extraídos biologicamente, ou seja, defensivos agrícolas que não agridem o meio ambiente e tem vida útil. Contudo, existem alguns problemas que dificultam a proliferação dos pesticidas biológicos, dentre eles os principais são a pouca duração, o alto custo, a fácil degradação do produto e efeitos as vezes insatisfatórios. Para sanar esses entraves, alguns pesquisadores chineses estão desenvolvendo estudos preliminares em nanotecnologia, que prometem aumentar a eficácia e reduzir as perdas causadas pela degradação, prolongando a duração da ação do defensivo agrícola. 
O plano da China é ultrapassar a Europa e a América do Norte nos próximos anos, que são os maiores desenvolvedores da área, com participação de 36% e 35% no mercado, respectivamente. A região da Ásia e do Pacífico representa apenas 8% da produção de biopesticidas, atrás também da América do Sul, com 16%. 
Fonte: AgroLink

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