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Aprosoja/MS e produtores indígenas debatem agricultura em Brasília

segunda-feira, outubro 23, 2017


Mais de 60 indígenas de todo o Brasil participaram da audiência pública

Esthéfanie Vila Maior
Especial para o Capital News

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja) e um grupo de produtores indígenas do município de Amambai participaram de audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, nesta quarta-feira (18), em Brasília.  Foram abordadas questões da produção agrícola indígena no Brasil.
Divulgação/Aprosoja
Aprosoja/MS e produtores indígenas debatem agricultura em Brasília
Presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, acompanhou grupo de produtores indígenas do município de Amambai

A iniciativa liderada pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Nilson Leitão, contou com a presença de mais de 35 indígenas de Mato Grosso do sul estiveram na Câmara Federal para debater a agricultura indígena. Ao todo, mais de 60 indígenas de todo o Brasil, dos estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Rondônia e Maranhão, participaram da audiência.

O presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, explica que os indígenas mais próximos da cultura e civilização urbana querem desenvolver a produção agrícola para entrarem na economia formal. “Eles enfrentam uma série de dificuldades e nós procuramos dar algum apoio com o conhecimento que temos. Os sindicatos rurais, através do Senar/MS, disponibilizam cursos de qualificação para eles terem uma produção mais sustentável e rentável”, afirmou.

Italiano Vasque, um dos líderes Guarani-Kaiowá do município de Amambai, explica que a comunidade indígena vai melhorar o sistema econômico das aldeias. “Nós queremos produzir, plantar e colher para sustentar a nossa família. Não viemos aqui para passear. Queremos levar respostas para as nossas bases”, pontuou o líder.

O presidente da FPA, deputado Nilson Leitão, ressaltou o direito dos indígenas decidirem seu futuro. “Os indígenas precisam decidir o que eles precisam, o que eles querem. Se querem receber cestas básicas, tudo bem. Mas se eles querem produzir e prosperar, precisamos pensar em criar meios para isso. O Estado brasileiro não pode impedir o desenvolvimento daqueles que querem crescer”, explica.

Bortolotto também destacou a importância do consumo da produção agrícola indígena. “O estado tem de estar atento a estas demandas. É importante que eles produzam dentro de suas reservas e que tenham condições não só de produzir, mas de comercializar para, assim, deixar o assistencialismo e entrar na atividade econômica”, enfatizou.

Capital news

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