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O lucro da integração lavoura-pecuária-floresta e das culturas exclusivas

terça-feira, outubro 18, 2016

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) engloba diferentes técnicas para promover o equilíbrio das atividades ligadas à terra, sendo capaz de recuperar áreas degradadas. Visando melhorar a fertilidade do solo, a propriedade pode adotar diferentes sistemas produtivos, a exemplo do plantio de grãos, produção de carne, leite e agroenergia, entre outras culturas. A variedade proporciona a otimização e a intensificação de seu uso.

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Além dos inúmeros benefícios, a ILPF mostrou-se mais lucrativa e produtiva que as culturas exclusivas. A adoção de técnicas permite também a diversificação das atividades econômicas na propriedade, o que é determinante para minimizar os riscos de prejuízos relacionados a eventos climáticos ou condições adversas de mercado.

Exemplos reais: ILPF X Culturas exclusivas

Uma pesquisa de avaliação econômica, coordenada pela Embrapa Agrossilvipastoril, revelou a diferença. Foram verificados os números de diferentes propriedades no estado do Mato Grosso que adotaram a ILPF, apresentando bons rendimentos aos produtores.

Uma das fazendas que participou do estudo, a Dona Isabina, no município de Santa Carmen, obteve lucro de R$ 0,53 para cada real investido, enquanto as fazendas com culturas exclusivas tiveram um prejuízo médio de R$ 0,31. O lucro médio de cada hectare foi de R$ 230, número bem superior que o prejuízo de safras de milho e soja, que chegou a R$ 116, no período pesquisado.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Júlio César dos Reis, cada caso é único, pois existem diferentes fatores que determinam os custos de produção e lucratividade. A localização da propriedade, culturas adotadas, técnicas, logísticas e câmbio são alguns desses fatores. Nesse tipo de sistema, em menos de dois anos é possível obter retorno positivo.

Lucro direto e indireto

A integração ILPF rende lucro direto e indiretamente, uma vez que exige menor quantidade de agroquímicos e insumos, além de contribuir para a abertura de novas áreas para fins agropecuários e o passivo ambiental. Ao mesmo tempo, permite que a biodiversidade se amplie e haja a redução de erosões, bem como a manutenção da cobertura do solo.

Quando associadas a práticas como o plantio direto, é possível criar uma alternativa economicamente viável e sustentável para elevar a produtividade, sobretudo em áreas degradadas. Em diferentes cenários, a ILPF mostrou-se mais rentável do que as monoculturas, entretanto requer planejamento e organização para a tomada de decisões.

Fonte: aGrow

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