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Agricultura e natureza: sistemas agroecológicos são caminho para produção sustentável de alimentos

terça-feira, maio 31, 2022


A natureza é mestre em produzir alimentos dos mais variados tipos, formatos, cores, gostos e nutrientes, e é para ela que devemos olhar na busca por soluções para os problemas trazidos pelas práticas agrícolas e pecuárias convencionais, que se estabeleceram principalmente ao fim da Segunda Guerra Mundial.

“Temos uma agricultura muito baseada em petróleo e sabemos que uma agricultura altamente baseada em petróleo está com a data marcada”, afirma Laércio Meirelles, agrônomo, integrante da coordenação da Rede EcoVida e um dos coordenadores da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

No setor da agropecuária, o petróleo está presente na produção das máquinas, no combustível usado nelas e na produção e pulverização de fertilizantes e defensivos químicos (estes últimos também chamados de agrotóxicos). Para que o nitrogênio possa ser extraído do ar e posteriormente usado como fertilizante, utiliza-se petróleo na fixação deste elemento químico que é um dos três principais usados na adubação, junto com o fósforo e o potássio (trio conhecido pela sigla NPK). Só o fertilizante de nitrogênio é responsável por 80% de todas as emissões de gases de efeito estufa geradas nas operações agropecuárias.

Laércio afirma que, no entanto, hoje já existem informações suficientes para que as sociedades migrem de uma agricultura à base de petróleo para uma agricultura à base de sol, que é a fonte de energia no processo da fotossíntese e também fonte de energia renovável para processos industriais. “Nós precisamos incrementar a produção de biomassa em todos os níveis e essa biomassa vai garantir uma agricultura mais sustentável”, afirma Laércio, se referindo ao uso de espécies de plantas que ajudam a fixar o nitrogênio, o fósforo e o potássio naturalmente no solo, sem a intermediação dos insumos químicos produzidos pela indústria.

“As práticas agrícolas convencionais, como o uso excessivo de defensivos químicos, estão impactando a saúde e a fertilidade do solo, diminuindo a capacidade de retenção de água e poluindo o meio ambiente”, afirma Felipe Villela, fundador da reNature. “A ciência já avançou o suficiente para identificar que a natureza tem formas de controle de pragas e doenças, de adubação do solo, de controle de capim e forrageiras. A gente não precisa mais dos agrotóxicos.” Outro problema, segundo ele, é a dependência que os produtores têm de insumos externos, e com os custos cada vez mais altos, os preços dos produtos também aumentam.

Os sistemas agroecológicos

A agroecologia parte do conceito de estabelecer agroecossistemas sustentáveis. "Agroecossistema é uma palavra bonita para ‘espaço’, que pode ser uma propriedade rural, um canteiro de alface ou toda uma bacia hidrográfica”, explica Laércio. A agroecologia pode ser tanto uma ciência quanto uma técnica e reconhece três grandes fontes de informação para as práticas sustentáveis: a própria natureza, as culturas aborígenes e os conhecimentos agronômicos e científicos contemporâneos. Muitos livros, diz o agrônomo, trazem a ideia da agroecologia como um conceito guarda-chuva que abriga agriculturas adjetivadas, como sintrópica, regenerativa e orgânica.

Todas usam princípios agroecológicos, com variações de acordo com a origem ou local de aplicação. “A agricultura sintrópica, por exemplo, surge a partir das pessoas que estão focadas nos sistemas agroflorestais, que produzem alimentos e fibras combinando cultivos anuais com cultivos perenes, num sistema que mimetiza a natureza”, explica. A agricultura sintrópica foi trazida para o Brasil por Ernst Götsch, agricultor e pesquisador suíço que mora na Bahia desde a década de 1980, e propõe a conservação da vegetação natural em associação com a plantação de culturas comerciais.

A agricultura orgânica, por sua vez, é a que tem mais visibilidade e é mais conhecida pelo público em geral, com os cultivos certificados representando cerca de 1,5% da área plantada mundial. Uma das diferenças para a agricultura sintrópica, por exemplo, é que a produção orgânica é feita num espaço próprio e tem a intervenção direta de pessoas, como o uso de estufas e a adubação orgânica. Já o sistema sintrópico tem como base a não intervenção, e o uso de adubos naturais só é permitido se o solo precisa de nutrientes e microrganismos durante a fase de preparo para o cultivo.

Mas a produção sem defensivos e fertilizantes químicos também vai além da agricultura orgânica e também é um princípio de outros sistemas agroecológicos. “A agricultura orgânica é como se fosse o cruzar da linha”, diz Laércio, acrescentando que moléculas sintéticas, adubos químicos solubilizados e sementes modificadas geneticamente são os três grandes nãos da agroecologia. “O passo seguinte é aprofundar o trabalho com outras percepções. O povo da agricultura regenerativa, por exemplo, vai perguntar se você está regenerando o meio ambiente, se ele está melhor do que antes.”

A agricultura regenerativa se inspira na natureza para desenhar as paisagens agrícolas, com foco na saúde do solo e na mitigação climática para aumentar o impacto positivo, não somente diminuir o negativo. “Ela é baseada em conhecimento e em processos que nos ajudam a entender aquela paisagem local, pensando em espécies que possam suprir a suficiente demanda de NPK, por exemplo”, explica Felipe, da reNature. Como consequência, a agricultura regenerativa promove a restauração da estrutura e da saúde do solo, o aumento da biodiversidade, a resiliência econômica da propriedade, a conservação e o uso eficiente de água e a redução das emissões de gases de efeito estufa (práticas regenerativas sequestram entre 10 e 35t CO2/ha, enquanto práticas convencionais emitem mais do que sequestram).

Uma das práticas que levam a isso é a cobertura do solo, visto que a terra descoberta emite carbono. Manter o solo coberto o ano todo evita erosão e degradação, garantindo mais resiliência climática, produtividade e acesso a crédito de carbono com valor agregado (os créditos podem passar de R$100, pelo menos o dobro da agricultura convencional). “Existem diferentes culturas que, quando plantadas juntas numa bomba de sementes de capim forrageiro, como milheto, crotalária e braquiária, trazem um benefício de biodiversidade muito maior e reduzem o uso de pesticidas”, afirma Felipe. Um exemplo de trabalho nesse sentido é o que a reNature está fazendo com a Nespresso. Na lavoura de café, eles plantaram ingá, uma planta que aumenta o ciclo do crisopídeo, um inimigo natural das maiores pragas da cafeicultura, que são os nematóides e o bicho mineiro.

O uso de diferentes espécies na propriedade também enriquece o solo com diversos nutrientes, que vão ser ciclados pelos microrganismos que existem lá. Para manter essa estrutura e a saúde do solo, é importante que a terra não seja arada com máquinas antes do cultivo, pois elas vão retirar os microrganismos presentes na camada superficial do solo, liberando carbono e também umidade. A melhor prática é o plantio direto, que pode aumentar a produtividade entre 15% e 20%. Com o solo sempre coberto por plantas em desenvolvimento e por resíduos vegetais, como palhada, a semeadura é feita em sulcos ou covas com o tamanho mínimo necessário para a cobertura adequada e o contato das sementes com a terra. A combinação dessas duas técnicas protege o solo do impacto direto da chuva e da erosão provocada pela água e pelo vento.

Outras práticas agroecológicas incluem a transição para insumos biológicos, como carvão, bioestimulantes e os que vem da compostagem, além da diversificação e rotação de culturas, inclusive integrando lavoura, pecuária e floresta (ILPF), uma estratégia de produção crescente no Brasil. A utilização dos três sistemas produtivos numa mesma área, que pode ser feita em cultivo consorciado, sucessão ou rotação, busca otimizar o uso da terra, aumentar a produtividade, usar melhor os insumos, diversificar a produção, gerar mais emprego e renda e reduzir a emissão de gases de efeito estufa. A diversificação de culturas no mesmo território aumenta a rentabilidade da produção entre 25% e 35% por hectare.

Transição para uma agricultura totalmente sustentável

Para Laércio, “a transição da forma mais elegante possível, de maneira a ter ganhos econômicos, é uma ecologização no tempo e no espaço”, avançando na propriedade com o passar dos anos. “É urgente esse processo acelerado de ecologização da agricultura brasileira, é questão de sobrevivência. No contexto de emergência climática, nós precisamos cada vez mais de uma agricultura resiliente, de uma agricultura que a gente consiga fazer dentro do caos. Já começamos há muitas décadas, mas precisamos avolumar”, afirma, e para isso é preciso um projeto nacional, com políticas públicas de apoio e um diálogo aberto entre todos os setores da sociedade.

Felipe acredita que corremos um risco muito grande se não realizarmos a transição com a agilidade necessária. “Produtores convencionais impactados pela volatilidade climática têm perdido em torno de 20% a 30% de sua produtividade, e continuar com as práticas atuais vai trazer uma vulnerabilidade muito maior para os ecossistemas. Para escalar, a gente precisa de novas máquinas e tecnologia e de financiamento híbrido de diferentes instituições. Só que tudo tem um período de transição para que não impacte a segurança alimentar.”

Um processo que tem se mostrado fundamental nessa transição é o uso dos insumos biológicos, à base de microrganismos, em contraposição aos fertilizantes e defensivos químicos. No mercado de produtos para proteção das plantas, os bioinsumos representam 4%, com estimativa de alcançar entre 25% e 30% em 2030, o que coloca o Brasil como líder mundial no uso dessa prática hoje. “Nosso grande sonho é que os produtores parem de usar os químicos totalmente. É uma coisa que a gente vai conquistar ao longo do tempo, não é impossível de maneira alguma”, diz Alber Guedes, CEO da SoluBio, empresa de biotecnologia que produz bioinsumos no modelo de manejo biológico OnFarm, com a instalação de uma fábrica dentro de cada fazenda.

Com o objetivo de chegar a pelo menos 8% da área cultivada no Brasil, trabalhando com médias e grandes propriedades, a SoluBio tem clientes que já conseguiram substituir 70% dos insumos químicos por biológicos. No segmento OnFarm, a empresa é a maior do Brasil. A fatia do mercado de bioinsumos ocupada pelas biofábricas é de 12%, enquanto a maior parte é composta por produtos de prateleira, acessíveis a pequenos produtores.

“A gente criou uma ferramenta e um modelo de negócio onde o agricultor pode produzir seus próprios microrganismos, bactérias e fungos, com custo baixo e qualidade industrial. Ele usa o produto de forma intensa, o que a gente chama de inundação, e consegue regenerar o solo e a biota em um tempo de três a cinco anos, enquanto que com os produtos de prateleira ele levaria uma década”, diz Alber. A empresa fornece a instalação dos equipamentos, o plano de manejo biológico e o suporte técnico visando à independência do agricultor, uma situação que não existe hoje no mercado de produtos químicos.

Segundo Felipe, seria necessário cortar o uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos em 70% até 2030, com o intuito de combater tanto a crise de segurança alimentar quanto a de resiliência ambiental. “Considerando a alta taxa fotossintética e o alto potencial de crescimento das plantas no Brasil, se a transição começasse em todo o território nacional hoje, eu diria que entre cinco e sete anos a gente conseguiria ter uma agricultura sustentável. Ela já está acontecendo, temos unidades demonstrativas que provam que é tão rentável trabalhar com essas práticas quanto com as convencionais, mas a má notícia é que a velocidade dessa transição não está sendo o suficiente na agenda climática”.

Numa escala de produção agropecuária em que 100 é o ideal de sustentabilidade, Felipe acredita que o Brasil está entre 30 e 40. Até o fim da década, precisamos dar um salto de qualidade para atingir o nível satisfatório de 80 pontos. O tempo é curto, mas as lições e as provas estão dadas.

Fonte: Um só Planeta

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