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No AC, cooperativa de frutas nativas envolve 150 famílias na extração de óleos que são exportados

terça-feira, agosto 06, 2019

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Fonte: Renata Viviam/Arquivo pessoal

Produtos são vendidos para empresas de cosméticos de São Paulo, Manaus e Pará. Frutas nativas dão origem aos óleos.


Açaí, Patauá, Andiroba e Buriti. Estas três frutas nativas andam movimentando a vida financeira de, pelo menos, 150 famílias que trabalham na extração do óleo, produção de sabonetes e ração para animais. Em uma única safra, num período de seis meses, a Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutos Nativos (Coopfrutos) chegou a coletar 4,6 mil toneladas de óleo.

A Coopfrutos foi fundada em 2011, no município de Mâncio Lima, e atende famílias de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, no interior do Acre. Com um estande no Parque de Exposições Wildy Viana, durante a Expoacre, o grupo mostra o trabalho desenvolvido com a extração óleo, produção de sabonetes e ração. Os frutos dão origem ao óleo, carro-chefe da cooperativa, mas, por lá nada é desperdiçado. Tudo se aproveita, segundo explica a engenheira e representante da cooperativa Elizana Araújo.

“Trouxemos os óleos vegetais extraídos do açaí, patauá, buriti, e andiroba. A partir desses frutos, são extraídos os resíduos. O resíduo 1, como chamamos, é de onde produzimos ração animal e do resíduo dois, a borra, é de onde fazemos os sabonetes”, explica. A ração é vendida toda no comércio local e pode ser consumida por galinhas, porcos, patos, entre outros, de acordo com a engenheira.

Exportação

O óleo é extraído e levado, principalmente, para indústrias de São Paulo , Pará e Manaus. “Essas empresas, em sua maioria, transformam esse óleo em cosméticos”, informa a engenheira.

Na Expoacre, eles já comercializam um pouco de óleo e sabonetes, mas, segundo explica a engenheira, o volume de vendas é baixo e não informou valores, mas garantiu que o objetivo é usar o evento como vitrine.

“O objetivo é mostrar o que temos produzido e a riqueza do nosso estado, no que podemos usar da floresta sem desmatar”, conta.

Mas, Elizana faz questão de ressaltar que a cooperativa já movimentou, na época de safra destes produtos, entre setembro de 2018 e março de 2019, cerca de R$ 300 mil e chegou a colher 118 toneladas apenas de Buriti, que resultou na extração de 4,6 toneladas de óleo.

O valor é distribuído entre as 150 famílias e também é reinvestido também na fábrica para que possa continuar operando.

Capacitação

Já que a palavra de ordem é aproveitar tudo, Elizana conta que, para isso, os cooperados passam por capacitação para garantir o reaproveitamento e também a qualidade do produto que vai ser comercializado.

“Nós aproveitamos tudo, então trabalhamos também com capacitação e orientação aos produtores na fase de coleta e, posteriormente, no beneficiamento para que a gente coloque no mercado um produto de qualidade”, pontua.

Ascensão

A engenheira Renata Viviam da Silva, consultora da Secretaria do Meio Ambiente do Acre (Sema), auxilia a cooperativa que existe desde 2011, diz que de 2015 pra cá é que começou a alavancar e entrou em ascensão, conforme explicou.

“A gente tem visto que, com o avanço da cooperativa de um ano para o outro, eles conseguiram quadruplicar a quantidade de óleo produzido. Então, diante do cenário atual que a gente vê, é a cooperativa que mais está se destacando no meio”, acrescenta.

Ainda conforme a Renata, esse acompanhamento é feito a outras seis cooperativas que fazem parte do núcleo de manejo de produtos florestais não madeireiros e o auxílio da secretaria é para que elas funcionem e continuem gerando lucros.

“A gente acompanha o plano de execução com eles, e faz todo um monitoramento para que nada saia do papel”, conclui.

Fonte: Diário do Piauí

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