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Programa oferece US$ 1 bi em bônus verdes para impulsionar a agricultura brasileira sustentável

sexta-feira, julho 05, 2019

Soja - programa de commoditties Foto: Pixabay

LONDRES - A primeira instituição financeira do mundo a oferecer títulos verdes para a produção sustentável de soja no Brasil foi lançada nesta quinta-feira na London Climate Action Week. Segundo o Financial Times, a Fábrica de Commodities Responsáveis planeja fornecer linhas de crédito a juros baixos para os produtores brasileiros de soja e milho que se comprometam a evitar o desmatamento de florestas e campos nativos para a agricultura e o uso de pastagens degradadas.

Apoiado pelo  Reino Unido e pela ONU, o programa será administrado pela Sustainable Investment Management (SIM), empresa criada por especialistas em finanças bancárias, commodities e finanças ambientais. A SIM vai arrecadar US $ 1 bilhão em títulos verdes nos próximos quatro anos, o que deve resultar em 180 milhões de toneladas de soja e milho responsáveis, avaliadas em US$ 43 bilhões na primeira década.

A primeira emissão de títulos de US$ 300 milhões está prevista para a temporada de plantio de 2020. A crescente demanda por soja pode resultar na conversão de mais de 6 milhões de hectares do Cerrado nos próximos 10 anos.

 “A Fábrica de Commodities Responsáveis é uma oportunidade para o mercado garantir o aumento da produção sem contribuir para o desmatamento, o que resulta na perda de habitats naturais, perda de biodiversidade e emissões de gases de efeito estufa”, disse Pedro Moura Costa, diretor executivo da SIM.

No mesmo período, a fábrica pretende proteger ou restaurar 1,5 milhão de hectares de habitat natural no Cerrado levando a uma redução estimada de emissões de 250 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

"A demanda global por soja não está mostrando sinais de desaceleração e, como resultado, está levando a uma expansão contínua da área cultivada no Brasil", disse Shaun Kingsbury CBE, Chairman, SIM.

O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de dióxido de carbono em 43% até 2030, com quase 90% resultantes da diminuição do desmatamento, mas é improvável que os mecanismos de financiamento existentes ajudem a atingir essa meta, de acordo com o SIM.

Fonte: O Globo

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