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Projeto de biocombustíveis é inédito no Hemisfério Sul

quinta-feira, março 07, 2019

Empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella está à frente do projeto capitaneado pelo ECB Group
Empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella está à frente do projeto capitaneado pelo ECB Group BSBIOS/DIVULGAÇÃO/JC
A produção de diesel (HVO, sigla em inglês para Hydrotreated Vegetable Oil) e de querosene de aviação renováveis (Synthetic Paraffinic Kerosene, ou SPK), pelo complexo Ômega Green, trará uma tecnologia inédita para o Hemisfério Sul. O projeto capitaneado pelo ECB Group, presidido pelo empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella, deve ter suas obras iniciadas ainda neste ano e alcançar plena capacidade produtiva a partir de 2022. A unidade será construída na cidade paraguaia de Villeta. 

A planta contará com um investimento de mais de US$ 800 milhões e a capacidade produtiva será de 2,4 milhões de litros por dia de biocombustíveis. Battistella comenta que a tecnologia é consolidada e já é utilizada no Hemisfério Norte, nos Estados Unidos e na Europa, mas é revolucionária e sem precedentes abaixo da linha do Equador. As matérias-primas utilizadas serão os óleos vegetais, principalmente o óleo vegetal de soja, e as gorduras animais. O executivo salienta que o hidrogênio é um componente fundamental para esse processo e será obtido através da hidrólise, utilizando energia elétrica e água. A estrutura industrial do complexo será fornecida por companhias como a Crown Iron Works, a ThyssenKrupp e a Honeywell UOP. 

Battistella detalha que o projeto Ômega Green está baseado em três pilares, o primeiro é a tecnologia de ponta para produção de biocombustíveis avançados, que tem uma capacidade de substituição parcial ou integral dos combustíveis fosseis. O segundo é o conceito do hidrogênio azul, chamado assim por que utiliza somente energia e água, não usa gás que é a principal matéria-prima para a produção de hidrogênio. O terceiro tópico está fundamentado no processo produtivo que será praticamente autossuficiente na geração de energia. "Eu estudo essa mudança tecnológica a mais de sete anos e há oito meses o governo do Paraguai nos convidou para construirmos um projeto de biocombustível", destaca o empresário. O dirigente acrescenta que o Paraguai é um país com uma matriz tributária simples e com custo baixo. O governo da nação vizinha e o ECB Group assinaram no dia 25 de fevereiro, com a presença do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, e de Battistella, um memorando de entendimento para dar continuidade ao plano de investimentos do grupo no país.

O presidente do ECB Group reitera que o foco é produzir o Green Diesel, que pode substituir parcial ou até integralmente o diesel, e o Green Jet, que pode ocupar o espaço do querosene de avião. "Teremos vários subprodutos como Nafta Verde, Gás verde e outros produtos químicos, da indústria petroquímica verde" complementa. Battistella adianta que o ECB Group está analisando parcerias para se juntarem ao empreendimento. 

O volume a ser produzido será suficiente para o atendimento de mais de um terço do consumo paraguaio de diesel fóssil. A maior parte dessa produção será voltada à exportação para países signatários do Acordo de Paris, que precisam acelerar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da substituição dos derivados de petróleo. O complexo industrial vai gerar mais de 3 mil empregos durante sua construção e 2,4 mil empregos diretos e indiretos durante a operação.

Fonte: Jornal do Comércio

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