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Pastagem ganha proteína com inoculação

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Promove o incremento na produção de biomassa

De acordo com a Embrapa Soja, a inoculação do capim-braquiária com estirpes selecionadas da bactéria Azospirillum brasilense promove o incremento na produção de biomassa e no conteúdo de proteína. “Com a inoculação, as forrageiras poderão dispor de 25% a mais de proteína, o que irá melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos animais”, relatam os pesquisadores da Embrapa Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira.

De acordo com os especialistas, o Azospirillum brasilense é classificada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”, e o principal efeito desse microrganismo é a produção de fitormônios: “Com o maior crescimento das raízes, a capacidade da forrageira para explorar o solo em busca de nutrientes e água é ampliada e permite, inclusive, maior aproveitamento do fertilizante aplicado”.
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Segundo a Embrapa, estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontram-se em algum estágio de degradação.

“A recuperação de áreas com pastagens degradadas de braquiárias, usando a combinação de fertilizante nitrogenado e Azospirillum pode trazer, com baixo custo para o agricultor, um grande impacto na agropecuária brasileira, não só pela maior produção de biomassa, mas também por meio da melhoria na qualidade proteica na alimentação do gado”, relata a pesquisadora.

Além de ganhos qualitativos, completa a Embrapa, a inoculação de braquiária com Azospirillum também traz benefícios ambientais, ao favorecer o sequestro de carbono da atmosfera pela maior produção de biomassa de forragem, estimado em, aproximadamente, 100 kg de carbono por hectare por ano (C/ha/ano). O carbono absorvido pela planta é convertido em biomassa, portanto, para gerar mais biomassa, a planta retira mais carbono da atmosfera.

São números que ajudam a viabilizar uma agricultura mais sustentável e com responsabilidade ambiental, sendo uma tecnologia em plena sintonia com as metas do governo brasileiro no Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC)”, afirma o pesquisador Marco Antonio Nogueira.

MILHO E TRIGO

Um dos produtos que contém a bactéria fixadora de nitrogênio Azospirillum brasilense (Cepas Ab-V5 e Ab-V6) é o SimbioseMaíz – um inoculante para milho e trigo. “A alta qualidade em sua fabricação faz com que o SimbioseMaíz tenha uma concentração de 5x108 células por ml do produto, sendo essa a maior concentração do mercado nacional de inoculantes para gramíneas”, afirma a Simbiose Agrotecnologia Biológica.

Fonte: AgroLink

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