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Maciços de Macaúba: o diferencial da cultura

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Que o Brasil possui uma rica diversidade de fauna e flora, já sabemos. Afinal, a sua extensão e variedade do clima e relevo acabam por proporcionar uma biodiversidade singular com mais de 56 mil diferentes espécies de plantas nativas, conforme o Instituto Brasileiro de Florestas. O que nos garante um imenso e importante patrimônio natural, reconhecido no mundo inteiro.

As palmeiras são a família de planta que mais se destacam popularmente pela ocorrência natural em todo território nacional. Em tupi-guarani, o Brasil é chamado de “pindorama”, palavra que significa “região das palmeiras”, uma característica que contribui de maneira significativa para a paisagem, diversidade e em muitos casos, como fonte de renda e mão de obra em torno do usufruto dos seus inúmeros produtos. Curiosamente, muitas destas palmeiras tem a forte característica  de estarem ligadas à pequenas comunidades e principalmente á  indígenas, fazendo parte da sua cultura e alimentação.

A Macaúba é a palmeira com maior dispersão em todo território brasileiro, com maiores ocorrências no Cerrado. O adensamento populacional tem o nome de maciços naturais, que foram recentemente mapeados pela Embrapa. Contabilizou-se 513.681 de hectares com auxílio de imagens de satélites de alta resolução e registrou-se 143.308 plantas, cuja maior ocorrência foi observada em Arapuá, Carmo do Paranaíba, Córrego Danta (MG) e Formosa (GO).



Estes maciços naturais são considerados bastante interessante no ponto de vista ambiental, principalmente, por serem capazes de abrigar e possibilitar a presença de animais que se alimentam de seus frutos como a capivara, arara azul, lobo guará e outras espécies de plantas além de contribuir para a conservação dos solos e as águas favorecendo a proteção e preservação de determinadas áreas.


Curiosamente, esse adensamento natural da macaúba no cerrado brasileiro tem sido um diferencial em algumas áreas ainda não atingidas pelas pastagens e sua consequente degradação, preservando-as. A destacar que o que diz respeito à degradação do cerrado pelo manejo irracional das pastagens, muitos dados alarmantes nos chamam a atenção para a necessidade de preservar e recuperar esse bioma tão importante para nosso país. A Embrapa afirma que cerca de 70 milhões de hectares nas regiões Centro-Oeste e Norte do país se encontram em estágio avançado de degradação.

No próximo artigo da nossa Coletânea Própria, traremos mais informações sobre o impacto das pastagens degradadas nos quesitos ambientais, sociais e econômicos. E em sequência como o cultivo da macaúba é uma excelente solução para contemplar o maior desafio do século XXI: PRODUZIR ALIMENTO COM SUSTENTABILIDADE E SEGUINDO A NATUREZA COMO MODELO DE SUCESSO.

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