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Políticos, empresas e universidades enviam carta aberta à ONU a favor do Acordo de Paris

segunda-feira, junho 12, 2017

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Documento intitulado 'Ainda estamos dentro' teve mais de mil assinaturas denunciando 'grave erro' de Trump

Governadores, prefeitos, empresas e universidades denunciaram nesta segunda-feira em uma carta com mais de mil assinaturas o "grave erro" do presidente Donald Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris sobre o clima, e prometeram à ONU lutar para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Em uma carta aberta intitulada "Ainda estamos dentro", coordenada pelo bilionário Michael Bloomberg -atual enviado especial da ONU para o clima e ex-prefeito de Nova York- os signatários asseguram que continuarão "apoiando ações pelo clima para cumprir o Acordo de Paris".
A carta foi enviada ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e à encarregada climática da organização, a mexicana Patricia Espinosa.
"Na ausência de liderança de Washington, estados, cidades, universidades e empresas que representam uma porcentagem significativa da economia americana buscarão metas ambiciosas pelo clima, trabalhando juntos em favor de ações concretas e para garantir que os Estados Unidos continuem sendo um líder global na redução de emissões", diz a carta.
Os signatários do texto - entre eles os governadores de Nova York e da Califórnia e empresas como Nike, Google e Apple - ressaltam que nos Estados Unidos são as autoridades locais e as empresas as maiores responsáveis por uma importante redução das emissões, e que continuarão acelerando sua luta nos próximos anos, independentemente do que o governo federal decidir.
Paralelamente, ao menos 211 prefeitos adotaram o Acordo de Paris para suas cidades e 13 governadores estatais - democratas e republicanos - se uniram em uma "Aliança pelo Clima" para lutar contra o aquecimento do planeta. Um total de 17 governadores difundiram comunicados individuais em apoio ao Acordo de Paris.
Bloomberg disse na sexta-feira passada que doaria ao departamento da ONU encarregado do combate às mudanças climáticas 15 milhões de dólares, que equivale à quantia que o organismo deixará de receber dos Estados Unidos.
"Assistimos a uma reação maciça à decisão de Trump", apontou Steven Cohen, diretor-executivo do Earth Institute, especializado em mudanças climáticas na Universidade de Columbia, em Nova York.
"Trump provocou involuntariamente uma aceleração da redução de gases de efeito estufa", completou.

Fonte: O Globo

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