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Plataforma do governo fomenta economia de baixo carbono

quarta-feira, novembro 09, 2016

Iniciativa reunirá especialistas para estabelecer medidas inovadoras capazes de garantir o financiamento para ações de baixa emissão de gases de efeito estufa
Encontro no Marrocos visa efetivar acordo de Paris para reduzir impactos da mudança climáticaReprodução/Agência Brasil
O governo federal e instituições internacionais lançaram, nesta quarta-feira (9), na 22ª Conferência das Partes (COP 22) sobre Mudança do Clima, em Marrakech, no Marrocos, a Lab Brasil para o Financiamento do Clima. A medida mobiliza projetos voltados para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

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A plataforma reunirá especialistas do setor público, da iniciativa privada e da sociedade civil com o objetivo estabelecer medidas inovadoras capazes de garantir o financiamento para ações de baixa emissão de gases de efeito estufa. ‎A primeira chamada para ideias com foco no Brasil receberá propostas até 16 de dezembro.

As áreas de florestas, agricultura e energia foram apontadas como prioritárias. Esses setores são considerados essenciais para o cumprimento das metas nacionais de corte de emissões. Por isso, a iniciativa foi lançada no Espaço Brasil na COP 22, reunião mundial que ocorre até o fim da próxima semana no Marrocos para definir os detalhes do novo acordo climático em vigor.

“O intuito é reforçar o diálogo com o setor financeiro para explorar oportunidades”, afirmou o diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santhiago.

Liderança

A comunidade internacional considerou o Brasil um dos mais atuantes na agenda ambiental. “A liderança brasileira é mostrada o tempo todo de maneira bastante pragmática e inventiva”, avaliou o assessor para Financiamento Climático do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Ricardo Nogueira, no lançamento da Lab Brasil. “Essa iniciativa será uma forma de conseguir acesso ao mais alto escalão e tornará os projetos mais atrativos e financiáveis”, acrescentou.

Considerado um dos mais robustos, o compromisso brasileiro é reduzir 37% das emissões de carbono até 2025, com indicativo de chegar a 43% em 2030. Diversas ações já estão em curso em território nacional para cumprir a meta e, segundo Santhiago, a Lab Brasil contribuirá para acelerar o processo.

“O País tem muita ambição na agenda climática e essa será uma importante ferramenta para estabelecer redes e estabelecer ações”, explicou.

Financiamento

A Lab Brasil faz parte de uma plataforma maior, o Global Innovation Lab, endossado pelo G7, grupo que reúne as principais economias mundiais: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Desde o lançamento, em 2014, o Lab atraiu cerca de US$ 600 milhões (R$ 1,9 bilhão) em compromissos de financiamento para projetos pilotos em energias renováveis, eficiência energética, agricultura inteligente e de uso da terra.

Agora foi aberta uma nova frente de trabalho focada no Brasil. Com isso, as propostas serão selecionadas de acordo com critérios estabelecidos pelo Global Lab e por seu potencial para apoiar a implementação da meta brasileira de corte de emissões. Essa meta é a chamada Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do País, apresentada no contexto do Acordo de Paris, concluído por mais de 190 países no ano passado e já em vigor desde o dia 4 de novembro.

A COP 22

Até o dia 18 de novembro, representantes dos mais de 190 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) estão reunidos em Marrakech, na COP 22, para regulamentar o Acordo de Paris.

Esse pacto estabelece que o aumento da temperatura média global deve ficar bem abaixo de 2ºC. A partir disso, essas nações estão trabalhando, de agora em diante, nos detalhes necessários para que esse compromisso seja alcançado.

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