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Programa Mundial de Alimentos da ONU ganha Nobel da Paz

terça-feira, outubro 13, 2020
















O prêmio Nobel da Paz de 2020 foi concedido ao Programa Mundial de Alimentos da ONU, que combate a fome no mundo, na última sexta-feira (9).


Segundo a Academia Sueca, o programa foi premiado "pelos seus esforços para combater a fome, pela sua contribuição para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas por conflitos e por atuar como força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como arma de guerra e conflito".


A organização atua em situações de emergência e em países afetados por conflitos, onde há mais risco de desnutrição.


O porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, Tomson Phiri, disse que o prêmio para a agência "é um momento de orgulho". Ele participava de um encontro semanal na sede das Nações Unidas em Genebra quando foi surpreendido com o anúncio do Nobel (veja o vídeo abaixo).


"Este ano nós tivemos que atender a uma convocação para agir", disse Phiri, se referindo ao atendimento às vítimas da fome durante a pandemia do novo coronavírus.


Segundo a organização do Nobel, o programa já seria um merecedor do prêmio sem a pandemia, mas com a Covid-19 os motivos ficaram mais evidentes: a comida está menos disponível. Nesse cenário, "o programa da ONU demonstrou uma habilidade impressionante de intensificar seus esforços", afirmou o comitê.


O diretor do escritório brasileiro do programa, Daniel Balaban, disse que o anúncio foi "uma surpresa completa" e defendeu o trabalho contínuo desta agência das Nações Unidas. Ele reforçou a importância do combate à fome para a redução dos conflitos (veja o vídeo a seguir).


"A desigualdade leva à desesperança", disse Balaban. "O WFP é fundamental. E se ele parasse agora, muito gente morreria de fome.”


Necessidade de cooperação multilateral

"A necessidade de solidariedade internacional e cooperação multilateral é mais evidente do que nunca", disse a presidente do conselho do Nobel, Berit Reiss-Andersen, em uma coletiva de imprensa após o anúncio.


Para decidir o vencedor do prêmio, a organização levou em conta que a cooperação multilateral é necessária para combater a fome.


"Aparentemente, há uma falta de respeito ao multilateralismo no passado recente", disse Reiss-Andersen.


Milhões de pessoas em 88 países

O órgão ligado à ONU tem sede em Roma e é a maior entidade que combate os problemas de fome e promove segurança alimentar no mundo --a cada ano, o Programa de Alimentos deu auxílio a cerca de 97 milhões de pessoas, em 88 países, de acordo com sua página na internet.


A projeção feita pelo Programa é que em um ano pode haver até 265 milhões de pessoas ameaçadas pela falta de comida, disse Reiss-Andersen. "Isso [a premiação] também é um apelo à comunidade internacional para não deixar o Programa Mundial de Alimentos sem fundos", afirmou ela.


"Agradecemos ao comitê do prêmio por honrar o Programa Mundial de Alimentos com o Nobel da Paz 2020. Esse é um lembrete poderoso para o mundo de que a paz e o combate à fome caminham lado a lado", afirmou o Programa em sua conta em uma rede social.


O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, celebrou o prêmio para o programa. Em uma rede social, Dongyu agradeceu a comunidade internacional pelo reconhecimento da importância da segurança alimentar.


"Temos muito orgulho de ter trabalhado com o Programa, fundado em 1961 como uma subsidiária da FAO para a assistência alimentar, e vem trabalhando há décadas para acabar com a fome", escreveu Dongyu.


O vencedor do Nobel é decidido por um comitê eleito pelo parlamento da Noruega.


Vencedores de outros anos

Outras 134 pessoas ou instituições já receberam esse prêmio no passado. Em 2019, o vencedor foi Abiy Ahmed, o primeiro-ministro da Etiópia. No ano anterior, Denis Mukwege, um congolês, e Nadia Murad, uma iraquiana ganharam o Nobel da Paz (os dois são militantes que combatem o fim da violência sexual em guerras e conflitos armados).


Juan Manuel Santos, o ex-presidente da Colômbia, foi o último latino-americano que levou o prêmio.


Houve outros anos em que os vencedores foram instituições: em 2012, foi a União Europeia; no ano seguinte, a Organização para Proibir Armas Químicas e em 2017, a Campanha Internacional pra Abolir Armas Nucleares.


Fonte: Folha MT 

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