Buscar

Mercado tenta resgatar otimismo

sexta-feira, novembro 08, 2019


Novo leilão do pré-sal hoje e acordo entre EUA e China para retirar sobretaxas em fases podem resgatar confiança dos investidores.

Um novo leilão do pré-sal hoje e a anuência entre Estados Unidos e China para retirar as tarifas sobre produtos em fases podem resgatar a confiança do mercado financeiro, que ficou abalada ontem. A decepção com o megaleilão da cessão onerosa e a frustração com um possível adiamento do acordo comercial de primeira fase para dezembro provocou um ajuste nos ativos de risco, içando o dólar para perto de R$ 4,10.

Hoje, porém, o sinal positivo volta a prevalecer em Wall Street, com os índices futuros das bolsas de Nova York exibindo alta firme, após relatos do porta-voz do Ministério do Comércio chinês, de que China e EUA concordaram em retirar as tarifas de forma proporcional, em fases. O primeiro alívio virá assim que for assinado o acordo parcial, nas próximas semanas.

As declarações ainda não foram confirmadas por Washington, mas serviram de alento para o pregão na Ásia. Xangai encerrou estável, enquanto Tóquio oscilou em alta (+0,1%) e Hong Kong subiu 0,4%. Já o yuan chinês se fortaleceu pelo terceiro dia seguido, sendo cotado abaixo de 7 yuans por dólar pela primeira vez desde a escalada da tensão comercial em agosto. As bolsas europeias também indicam uma abertura no azul. O petróleo avança, enquanto os ativos seguros, como o iene, o ouro e as Treasuries, caem.

Os investidores ainda aguardam uma definição do lugar onde o acordo será assinado, sendo que alguma cidade na Europa parece mais provável, especialmente Londres. O presidente chinês, Xi Jinping, não quer aproveitar a vinda ao Brasil na semana que vem, para o encontro de cúpula dos Brics, e esticar a viagem até os EUA para selar o acordo em solo americano.

Desde o início das negociações, Pequim mantém uma posição firme, defendendo a remoção das tarifas existentes contra produtos chineses, em uma medida que seria adotada simultaneamente e na mesma proporção, de modo a derrubar as barreiras comerciais. Isso significa que a ameaça dos EUA de novas sobretaxas, prevista para dezembro, também deve ser retirada. Para Xi, “ainda é cedo” para a assinar um acordo, caso não haja consenso sobre essa pauta.
Novo leilão do pré-sal

Essa tentativa de recuperação nos mercados internacionais, apoiada em sinais de progresso nas negociações comerciais entre EUA e China, pode embalar os negócios locais, um dia após o dólar ultrapassar a marca de R$ 4,00 e encerrar a sessão colado à faixa de R$ 4,10.

A falta de interesse de empresas estrangeiras pelas áreas disputadas ontem frustrou a expectativa de entrada de recursos externos, desvalorizando o real. Hoje, porém, um novo leilão de exploração de petróleo da camada pré-sal dará mais uma chance para conferir o apetite dos estrangeiros pelos ativos nacionais. Ao todo, 17 empresas se inscreveram.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) oferta mais cinco blocos exploratórios do pré-sal que, juntas, podem render aos cofres do governo quase R$ 8 bilhões somente em bônus de assinatura. A Petrobras tem direito de ser operadora em três dos cinco blocos a serem ofertados, mesmo que outra empresa ou consórcio arremate tais áreas na licitação.

Ontem, as ações da estatal petrolífera também foram castigadas, penalizando o desempenho do Ibovespa, enquanto a curva de juros futuros recompôs prêmio de risco, diante da preocupação com o endividamento da companhia e com o rombo nas contas públicas. Afinal, o total arrecadado no megaleilão (R$ 70 bilhões) ficou abaixo do esperado (R$ 106 bilhões).

A ver, então, como será a nova licitação hoje.

Inflação no Brasil e BoE em destaque

Dados sobre a inflação no Brasil em outubro estão em destaque na agenda doméstica hoje. Logo cedo (8h), sai o IGP-DI, que deve subir pelo segundo mês consecutivo, após ter interrompido dois meses seguidos de resultados negativos. Já o IPCA deve apagar a deflação vista em setembro e, ainda assim, registrar taxa próxima a zero pela sexta vez.

Além disso, o resultado acumulado em 12 meses pelo índice oficial de preços ao consumidor brasileiro deve ficar abaixo do piso de tolerância do Banco Central, de 2,75%, registrando uma taxa de 2,5%. O alvo perseguido pelo BC para o ano é de 4,25%, aceitando um intervalo de oscilação de 1,5 ponto percentual, para baixo ou para cima.

Os dados efetivos do IPCA serão conhecidos às 9h e devem calibrar as expectativas quanto ao fim do ciclo de queda da Selic até o início de 2020. No mesmo horário, saem os custos da construção civil e o INPC, utilizado no reajuste de salário de várias categorias, ambos referentes ao mês passado. Na safra de balanços, serão conhecidos os resultados trimestrais de várias construtoras, além de Banco do Brasil e B3, antes da abertura.

Já no exterior, o destaque fica com a reunião de política monetária do Banco Central da Inglaterra, às 9h. Será o primeiro anúncio de decisão do BoE desde o novo adiamento do Brexit, agora para o fim de janeiro de 2020. Nos EUA, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego (10h30) e os dados sobre o crédito ao consumidor em setembro (17h).

Fonte: Seu dinheiro

Veja também:

0 comentários

Agradecemos seu comentário! Volte sempre :)

Categorias

Acrocomia aculeata (20) Alimentos (227) animal nutition (1) Aspectos Gerais (177) Aviação (27) Aviation market (13) Biocombustíveis (177) Biodiesel (76) Bioeconomia (15) Bioeletricidade (2) Biofertilizantes (1) Biofuels (88) Biomass (7) Biomassa (54) Biopolímeros (3) Bioquerosene (18) Biotechnology (21) Biotecnologia (2) Brazil (20) Cerrado (3) Ciência e Tecnologia (182) Clima e ambiente (190) climate changed (28) Cogeração de energia (9) COP24 (76) COP25 (16) Cosméticos (20) Crédito de Carbono (30) Cultivo (96) eco-friendly (2) Economia Internacional (62) Economia Verde (159) Economy (25) Ecosystem (1) Efeito estufa (7) Energia (28) Energia Renovável (158) event (6) Eventos (79) Extrativismo (20) Farelos (27) farm (1) Fibras (8) Floresta plantada (64) Food (41) food security (1) forest (1) Fuels (16) Global warming (79) Green Economy (123) health (22) Industry 4.0 (1) IPCC (14) livestock (4) Low-Carbon (40) Lubrificantes e Óleos (20) Macaúba (515) Manejo e Conservação (44) Meio Ambiente (90) Melhoramento e Diversidade Genética (52) Mercado (3846) Mercado florestal (46) Nutrição animal (15) nutrition (9) Oil (44) Oleochemicals (1) Óleos (213) other (1) Paris Agreement (64) Pecuária (62) Pegada de Carbono (42) pirólise (1) Plant Based (7) Política (55) Produtos (149) proteína vegetal (25) Recuperação de área Degradada (25) renewable energy (10) Research and Development (7) SAF (1) Saúde e Bem-Estar (80) science and technology (26) Segurança Alimentar (37) Soil (7) Solos (8) Sustainability (39) Sustainable Energy (53) Sustentabilidade (305) Vídeo (193) World Economy (68)

Total de visualizações de página