Buscar

Shell pretende dobrar investimentos globais em energias renováveis até o final de 2020

quarta-feira, setembro 25, 2019

Resultado de imagem para Shell pretende dobrar investimentos globais em energias renováveis até o final de 2020

Meta da gigante do petróleo é chegar ao final do ano que vem aplicando US$ 3 bilhões na produção de energia limpa. Gás tem papel de destaque


A Shell pretende dobrar seus investimentos globais em geração de energia renovável até o final do ano que vem, passando da média atual de US$ 1,5 bilhão para US$ 3 bilhões por ano. A estimativa de crescimento foi destacada pelo presidente da companhia no Brasil, André Araújo, durante o debate “Shell Talks: As Novas Gerações e a Transição Energética”, promovido pela empresa nesta quinta-feira (19) no Rio de Janeiro. O salto, se alcançado, colocaria a gigante petrolífera entre as três maiores investidoras em energias renováveis no mundo já no início da próxima década.

Durante o evento, Araújo destacou a importância que a transição energética tem hoje para os negócios da companhia no Brasil e no mundo, passando não apenas pelo aumento dos investimentos em fontes não-fósseis, mas também por soluções internas visando a descarbonização das suas atividades. Segundo ele, a companhia estabeleceu como meta reduzir em 20% a intensidade de carbono nas suas operações até 2030, aumentando o patamar de redução para 50% até 2050. A modelagem de precificação foi apontada como fator importante.

“Sou favorável ao preço de carbono como vetor para criação de incentivos, mas tenho dificuldades com taxação, pois nem sempre o imposto acaba sendo revertido em ações para transição energética”, explicou Araújo. Ele destacou que a diminuição no uso do carbono nas operações da Shell no país deriva de projetos em Pesquisa & Desenvolvimento e também do maior foco em biocombustíveis, por meio da Raízen – na qual a companhia tem participação acionária. Outro drive para a descarbonização, sublinhou, é a aplicação de recursos no reflorestamento e na preservação florestal.

Na avaliação do presidente da petroleira, o principal risco associado à transição energética, do ponto de vista das grandes corporações, é ficar de fora. “É uma realidade que já está aí. O desafio é participar ativamente desse processo, mostrar que, como empresa, nós continuamos competitivos”, observou. Apesar do direcionamento cada vez maior dos investimentos em novas energias, ele ressalvou que a atividade de exploração e produção de óleo e gás vai continuar como foco do negócio da Shell, ajudando inclusive a financiar os projetos em renováveis.

Gás como “energético da transição”

Apesar de origem fóssil, o gás natural é visto pelo executivo como “o energético da transição”, tanto que, segundo ele, a produção global do combustível atualmente pela empresa já supera a de óleo. Um dos movimentos nesse sentido, disse, se deu com a termelétrica Marlim Azul, como forma de monetizar o gás extraído dos campos operados pela Shell no pré-sal. A térmica, em construção no litoral do estado do Rio, terá 565 MW de capacidade e foi arrematada no Leilão A-6 de 2017. O consórcio que viabiliza a usina é formado por Shell, Pátria Investimentos e Mitsubishi.

Presente ao debate, o superintendente adjunto de Estudos Econômicos e Energéticos da Empresa de Pesquisa Energética, Gustavo Nacif, observou que a transição energética não se dá de forma equânime em todos os mercados, e que existe a necessidade de adaptação às necessidades de cada país considerando questões como geopolítica, sistemas econômicos e evolução tecnológica. Nesse ponto, o presidente da Shell no Brasil reforçou que o apoio governamental é preponderante para adoção de modelos mais eficientes tanto de produção quanto de padrões consumo de energia.

Fonte: Biomassa & Bioenergia

Veja também:

0 comentários

Agradecemos seu comentário! Volte sempre :)

Categorias

Acrocomia aculeata (3) Alimentos (219) animal nutition (1) Aspectos Gerais (175) Aviação (25) Aviation market (13) Biocombustíveis (169) Biodiesel (72) Bioeconomia (15) Bioeletricidade (2) Biofertilizantes (1) Biofuels (83) Biomass (7) Biomassa (49) Biopolímeros (3) Bioquerosene (18) Biotechnology (21) Biotecnologia (2) Brazil (20) Cerrado (2) Ciência e Tecnologia (174) Clima e ambiente (183) climate changed (21) Cogeração de energia (9) COP24 (76) COP25 (14) Cosméticos (19) Crédito de Carbono (26) Cultivo (96) eco-friendly (2) Economia Internacional (60) Economia Verde (156) Economy (25) Ecosystem (1) Efeito estufa (5) Energia (28) Energia Renovável (150) event (6) Eventos (72) Extrativismo (20) Farelos (27) farm (1) Fibras (8) Floresta plantada (62) Food (40) food security (1) forest (1) Fuels (16) Global warming (78) Green Economy (112) health (21) Industry 4.0 (1) IPCC (13) livestock (4) Low-Carbon (39) Lubrificantes e Óleos (18) Macaúba (497) Manejo e Conservação (39) Meio Ambiente (81) Melhoramento e Diversidade Genética (52) Mercado (3835) Mercado florestal (43) Nutrição animal (15) nutrition (9) Oil (42) Óleos (210) other (1) Paris Agreement (58) Pecuária (60) Pegada de Carbono (41) pirólise (1) Plant Based (6) Política (52) Produtos (140) proteína vegetal (21) Recuperação de área Degradada (23) renewable energy (10) Research and Development (7) SAF (1) Saúde e Bem-Estar (74) science and technology (25) Segurança Alimentar (34) Soil (7) Solos (8) Sustainability (36) Sustainable Energy (52) Sustentabilidade (290) Vídeo (193) World Economy (64)

Total de visualizações de página