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Queimadas na África mudam cor do céu de Fortaleza

segunda-feira, setembro 02, 2019

À esquerda, vista do céu dias antes do pico de queimadas na África. À direita, foto registrada no dia 20 de agosto. Lívia do Nascimento Sampaio

Céu de Fortaleza está menos límpido na última semana, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).


Partes do céu de Fortaleza mudaram de cor e ficaram menos límpidas na última semana, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O fenômeno acontece porque parte da fumaça, partículas e gases das queimadas que ocorrem na África, estão cruzando o oceano Atlântico Sul e chegando ao litoral cearense, incluindo Fortaleza.

Segundo o meteorologista Raul Fritz, da Funceme, foi comprovado que partículas sólidas suspensas na atmosfera chegaram ao Ceará. "Usando informações provenientes do Serviço de Monitoramento da Atmosfera pelo Programa Copernicus (CAMS), foi possível comprovar que aerossóis resultantes da queima de biomassa na África estavam, em determinados momentos, conseguindo chegar no Ceará, principalmente no norte do estado", explica.

O pesquisador ainda ressalta que no norte da região Nordeste, os aerossóis chegam em menor concentração em virtude da longa distância percorrida e de forma suficiente para produzir alterações na visibilidade e cor do céu, notadamente próximo ao pôr-do-sol.

"No monitoramento do movimento do monóxido de carbono (CO) liberado pelas queimadas na atmosfera, feito pela National Aeronautics and Space Administration (Nasa), é possível observar esse gás chegando no norte do Nordeste vindo da África. Também se vê, na figura, o gás liberado pelas queimadas na Amazônia", salienta.

Queimadas no Brasil

As queimadas no Brasil, principalmente na Amazônia, ganharam destaque mundial neste mês após dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontarem o crescimento de 82% em relação ao ano de 2018, ao se comparar com o mesmo período de janeiro a agosto. No Brasil, foram registrados 71.497 focos neste ano, contra 39.194 no ano passado. 

Fonte: Diário do Nordeste

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