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O Agrônomo contribui para a segurança alimentar e energética do planeta

quinta-feira, setembro 12, 2019

​​​​​​​Assessores Agronômicos da Serrana. Culturas agrícolas diversas. São Paulo-SP. Autoria não identificada. Anos 1950. Centro de Memória Bunge.
Assessores Agronômicos da Serrana. Culturas agrícolas diversas. São Paulo-SP. Autoria não identificada. Anos 1950. Centro de Memória Bunge.

As projeções demográficas mais recentes apresentadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que a população mundial chegará a 8,6 bilhões pessoas até 2030. Com isso, cresce a responsabilidade do Brasil em produzir cada vez mais alimentos, e de maneira sustentável. A agricultura brasileira conta com prestígio na comunidade internacional e cumpre importante papel com suas exportações. Porém, serão necessários cada vez mais esforços e investimentos em tecnologia, novas técnicas, maquinário e capacitação para superar os desafios apresentados para o futuro.

Tendo o seu dia comemorado em 13 de setembro, o Agrônomo tem um papel essencial para o mercado brasileiro. Tal atividade tem importante relevância na garantia da segurança alimentar, tanto para o abastecimento interno quanto na produção de excedentes para exportação.

A Agronomia surgiu como Ciência Agrária no século XVIII, quando botânicos e cientistas começaram a estudar a composição dos vegetais. Mas foi entre as décadas de 1960 e 1970 que a área passou por modificações em virtude da Revolução Verde – época na qual novas tecnologias proporcionaram uma maior eficiência no setor agrícola, aumentando significativamente a produção de alimentos. Tais investimentos levaram o Brasil a se tornar um dos maiores produtores de soja, milho, algodão e laranja do mundo.

A demanda crescente e solidificação da atividade fez com que o agrônomo e engenheiro agrônomo fossem os grandes protagonistas da revolução na agricultura brasileira. Os profissionais desta atividade passaram a empregar técnicas e tecnologias voltadas para o aumento da qualidade, produção e desenvolvimento tanto da lavoura como dos rebanhos.

Com o impacto da Revolução Verde, universidades e centros de pesquisa trabalharam para a implantação de diversas propostas e, neste mesmo contexto, no ano de 1973 foi criada a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que até hoje é uma das principais instituições de pesquisa do setor. Naquele período, o país de importador de alimentos passou a ser um dos maiores exportadores, preservando 60% de suas matas nativas, de acordo com a entidade.

Décadas depois, o setor apresentou crescimento e, em 2018, o PIB-volume do agronegócio teve alta de 1,87%, com elevações de 5,17% para insumos, de 0,41% para o segmento primário, de 1,97% para a agroindústria e de 2,31% para os agrosserviços.

E é nesse cenário que se destaca a importância do papel do agrônomo como agente de transformação no campo, por meio da adoção de técnicas corretas de manejo de produção, no controle biológico de pragas e doenças, mantendo para as próximas gerações a atual capacidade produtiva dos campos.

As imagens que retratam o período das culturas agrícolas diversas até a época de industrialização do país podem ser encontradas no Centro de Memória Bunge. Dentre as exposições já realizadas e ainda preservadas pelo acervo, está a Exposição Raízes da Fertilidade, de 2006, que mostrou, por meio de fotos, spots de rádio e comerciais antigos de TV, além da história da adubação. Em 2008, a Exposição Campo Fértil, retratou o papel do setor de fertilizantes no desenvolvimento do agronegócio no Brasil, com mostra que apresentou a origem e desenvolvimento do setor e os canais de comunicação com o agricultor no período de 1960 e 2000, além das tecnologias aplicadas à produtividade no campo.

O Centro de Memória Bunge possui um acervo com mais de 1,5 milhão de itens de várias naturezas – cartográficos, iconográficos, tridimensionais, textuais e outros – contando a história de mais de 100 anos de Brasil e quase 200 de mundo.

Fonte: DCI

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