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Dia da Árvore: Secretaria de Agricultura fomenta de maneira sustentável a proteção e reprodução das arvores

sexta-feira, setembro 20, 2019

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Veja também dias para observar a saúde das árvoresO Dia da Árvore é comemorado anualmente em 21 de setembro, dias antes do início da primavera no hemisfério sul. A data comemorativa tem por objetivo conscientizar a população da importância das árvores para o equilíbrio do ecossistema do planeta, bem como sobre suas funções para o meio ambiente e para o ser humano. O dia também estimula a reflexão das pessoas sobre o desmatamento, às queimadas e o desequilíbrio ambiental que a falta delas causa.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo protege e recupera o meio ambiente nas áreas rurais e planta e conserva árvores no meio urbano. Por meio de suas instituições, a Pasta cuida das espécies nativas das matas ciliares, impede o processo erosivo do solo e comercializa sementes e mudas para a sociedade. Inclusive, pesquisa sobre as pragas que podem afetar a vida útil das árvores em áreas urbanas, bem como fomenta o plantio delas na cidade de São Paulo, por exemplo.

O pesquisador cientifico do Centro de Proteção de Sanidade Vegetal do Instituto Biológico (IB), Francisco José Zorzenon, conta que as árvores atuam em função do equilíbrio do planeta. “São organismos que desempenham importante papel na preservação da água de mananciais, controle da temperatura e umidade do ar e do solo, controle da erosão, desenvolvimento e manutenção da biodiversidade, além de produzirem flores, frutos, sementes, madeira e outros produtos que são usados na manutenção de uma infinidade de organismos, incluindo os seres humanos.”


Recuperação e proteção rural 

A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), órgão de extensão rural da Pasta, realiza nas propriedades iniciativas adequadas e que resultam em uma produção de qualidade e com respeito ao meio ambiente. A coordenadoria organiza capacitações e edita publicações pautadas nas boas práticas agropecuárias, na conservação do solo e da água. Também atua em ações, programas e projetos que aliam produção agropecuária e sustentabilidade ambiental, promovendo a recuperação de áreas de preservação permanente, matas ciliares e áreas degradadas.

O Projeto de “Recuperação de Matas Ciliares, Nascentes e Olhos d’Água” visa proteger e recuperar as matas ciliares – é a formação vegetal localizada nas margens dos córregos, lagos e represas -, nascentes e olhos d’água. Proporciona a proteção de áreas de recarga de aquífero (que leva a água subterrânea para poços e mananciais), incentiva à ampliação da cobertura de vegetação nativa em mananciais, bem como fomenta o plantio de árvores nativas e melhora o manejo de sistemas. 

No município de Itapira, foi realizado o plantio de 4.300 mudas de 80 espécies diferentes nas matas ciliares, dentre elas a aroeira pimenteira, capixingui e figueira branca. O reflorestamento das matas ciliares na nascente do rio Ribeirão da Penha é importante para manter o abastecimento de água no município. O engenheiro agrônomo Luiz Antonio Dias de Sá, da Regional de Mogi Mirim conta que “indiretamente estamos salvando as nascestes, ao proteger as minas de água fazendo o plantio. Também conservamos o solo, por meio de curva de nível que impede a erosão e abastece o lençol freático, que leva a água para as minas. É um ciclo, que tende a ser feito.”

Já o “Projeto Integra SP – Recuperação de Áreas Degradadas por Grandes Erosões (Radge)” tem o objetivo de recuperar áreas com voçorocas – que tem formação de buracos de erosão causados pela água da chuva e intempéries em solos onde a vegetação não o protege -, e sulcos profundos. O Projeto impede o processo erosivo e evita perdas na qualidade e quantidade de solo por meio de práticas de manejo e conservação nessas áreas. A CDRS aponta que até 2019, 132 projetos do Radge foram executados em uma área de cerca de cinco mil hectares dos quais 1,8 mil foram recuperados.

Outro de seus programas, executado pelo Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), vende sementes e mudas de árvores e plantas, com garantia de qualidade genética, fisiológica e sanitária. As plantas são produzidas por meio de trabalhos de desenvolvimento tecnológico e ensaios de campo do DSMM. As sementes e mudas são comercializadas nas Casas da Agricultura, nos Núcleos de Produção de Sementes (NPS) e nos Núcleos de Produção de Mudas (NPM).

Plantação e conservação urbana

O Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura, pratica diversas ações para melhorar o ambiente urbano de São Paulo. Internamente, são mantidas cerca de 250 árvores no instituto e no entorno, existe o Corredor Verde, que ocupa aproximadamente 450 metros lineares, abrangendo a Rua Amâncio de Carvalho e a Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, e que tem o objetivo de criar um espaço seguro e adequado para os agentes polinizadores – essenciais para a produção de alimentos. 

Francisco José Zorzenon, pesquisador cientifico do IB, descreve a relevância das árvores nas metrópoles, que favorecem o aumento de produtividade e melhoram a saúde dos seres humanos. “Para as áreas urbanas, as árvores e plantas promovem conforto térmico, melhor regulação de umidade e da qualidade do ar, possibilitam uma maior diversidade de aves e organismos urbanos, diminuem os níveis de ruídos, promovem a melhoria da estética urbana, onde o aconchego visual e sensorial do verde urbano favorecem o bem estar e a diminuição do estresse do dia-a-dia nas cidades.”

O Corredor foi criado em 2017 com o plantio de 40 árvores e três mil espécies de mudas herbáceas, todas identificadas por pequenas placas com informações sobre espécie, origem, época de floração, cor da flor, partes usadas, frutos e atrativos. As placas são parte essencial na educação e conscientização da população sobre a importância do que foi plantado e do meio ambiente em que vivemos.

E a plantação de árvores na cidade de São Paulo não para por ai. Na extensão e proximidades do Corredor Verde do IB, em 2018 e 2019, foi realizado o Plantio Global, no qual foram plantadas mais de 180 árvores por voluntários da sociedade civil e que visam o resgate de vegetação nativa em São Paulo e nos centros urbanos do mundo. 

Na Capital, a ação foi realizada por meio do Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz (Cades), da Prefeitura Regional Vila Mariana, e do Fórum Agenda 2030, pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, por meio do Instituto Biológico, com parceria da Horta Comunitária da Saúde e Instituto Ecobairro Brasil.

Doenças e saúde 

Em áreas urbanas existem cupins, que em sua maioria são decompositores de árvores mortas e atuam na reciclagem, bem como na incorporação de nutrientes ao solo. No entanto, os cupins se tornam pragas nas cidades, pois não existe alimento disponível para o inseto, que passa a sair do solo para se alimentar de árvores urbanas e madeiras pouco resistentes – usadas em mobiliário. A infestação pode ser visualizada em troncos e galhos abaixo de cascas ou por dentro de rachaduras presentes nas árvores, além de penetrar em raízes adultas e jovens, levando o risco de queda de ramos, morte e tombamento de árvores infestadas. 

Para controlar a praga das árvores, Zorzenon comenta que o Instituto Biológico faz pesquisas sobre a biologia e controle das pragas “na arborização e em palmeiras (cupins, lagartas, brocas, moscas brancas, formigas, dentre outras) com produtos naturais e biológicos. Desenvolvemos uma metodologia prática e de baixo custo para o diagnóstico de cupins em árvores, determinando assim como está seu estado fitossanitário, auxiliando sobremaneira na preservação e cuidado das árvores urbanas”. 

O pesquisador do IB revela algumas dicas para a população observar a saúde das árvores e caso exista algum dos sintomas, possa ajudar contratando um profissional capacitado ou chamando um técnico da prefeitura para fazer a análise. 

– Verificar se ela está inclinando, se a copa está secando ou perdendo folhas fora de época, se os galhos estão pendentes ou quebrando e se as raízes estão levantando o pavimento ou o calçamento;

– Se as folhas, flores e frutos continuam sendo produzidos, ou se a quantidade está mudando com o passar dos anos;

– Se existem fissuras na casca, cavidades (buracos) no tronco ou ferimentos na árvore. 

– Se existem danos ou presença de cupins, brocas e outros organismos que possam prejudicar as árvores. 

Zorzenon finaliza trazendo instruções de como zelar pelas árvores e plantas. “São essenciais os cuidados com as árvores, não devendo ser machucada ao colocar pregos e arames farpados ou fazer podas sem autorização da prefeitura, irrigar em épocas de menor volume de chuvas assim como evitar que os animais urinem nelas”, são exemplos de boas praticas de cidadania para o meio ambiente.

Fonte: AgitoSP

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