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Bioquerosene: “Temos matéria-prima e tecnologia, falta política pública”

sexta-feira, agosto 23, 2019


Os desafios do Setor de Aviação Civil para biocombustíveis nos próximos dez anos foram apresentados pelos diretores da Ubrabio nesta quarta-feira (21/08), durante um workshop promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil para debater o futuro da aviação no Brasil.

Para se alinhar às práticas internacionais e continuar crescendo com sustentabilidade para atender à demanda crescente por voos, o setor aéreo vai precisar investir em combustíveis com menor emissão de poluentes, como o dióxido de carbono. O que significa uma grande oportunidade para o Brasil.

Segundo o diretor de Biocombustíveis para Aviação da Ubrabio, Pedro Scorza, o que difere o Brasil de países que já usam o bioquerosene (bioQAV) em voos regulares, como EUA e países europeus, são as políticas públicas. “Nós temos uma vasta oferta de biomassas sustentáveis, e temos tecnologia de ponta. O que falta ao Brasil são políticas públicas”, explica.

Scorza também destaca que, fora do Brasil, os grandes usuários de bioquerosene na aviação precisam importar matéria-prima. “A concretização de um marco regulatório para o bioQAV colocaria o Brasil na vanguarda da produção de biocombustíveis sustentáveis”.

Previsibilidade

Soja, algodão, macaúba, pinhão-manso, girassol, óleo de fritura usado, cana-de-açúcar, algas e até resíduos sólidos urbanos e esgoto. A lista de possibilidades de matérias-primas para produção de biocombustíveis de aviação é extensa e dá conta da demanda atual de querosene de aviação, de 7 bilhões de litros/ano.

Os dados foram apresentados pelo diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, que ressaltou a ampla experiência brasileira com produção de biocombustíveis com o biodiesel e o etanol.

Tokarski enfatizou ainda a urgência de uma política pública que contemple aspectos regulatórios e definições tributárias, com previsibilidade de uso, a exemplo do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.

“A ideia é que seja definida uma percentagem de biocombustível a ser utilizada pelas companhias aéreas, via lei, mas dando liberdade para que a empresa decida em quais voos utilizar e em quais aeroportos abastecer, de acordo com o melhor custo benefício e sem acarretar problemas logísticos”, explica Tokarski.

Fonte: Ubrabio

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