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Árvores de Josué que sobreviveram à extinção dos dinossauros correm risco de desaparecer

sexta-feira, julho 19, 2019

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Reprodução

Pesquisas indicam que a espécie está em risco por não conseguir se ajustar às mudanças climáticas

O Parque Nacional de Joshua Tree, na Califórnia, abriga árvores milenares. Mas um estudo com espécimes jovens e maduras no parque, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, indicou que a espécie estará completamente eliminada até o final do século, caso nada seja feito para reduzir as mudanças climáticas.

Caso a emissão dos gases de efeito estufa seja massivamente reduzida, 19% do habitat atual ainda existirá no fim do século. Se apenas mudanças moderadas forem feitas, o número se reduz para 14%.

Espécie em perigo

Quem lidera o projeto é a ecologista de plantas Lynn Sweet. Segundo ela, “O destino dessas árvores incomuns e incríveis está em nossas mãos. Seus números vão diminuir, mas o grau depende de nós”.

Por terem uma grande rede de raízes rasas para absorver água, as árvores de Josué, ou Yucca brevifolia, podem sobreviver a secas de curto prazo e variação de temperatura. O que não acontece com as mudas, que têm poucas raízes.

Isso significa que, à medida que emissões globais aumentam e secas severas se tornam mais comuns, menos árvores chegam à idade adulta. Os problemas enfrentados pelas árvores incluem incêndios florestais, exacerbados nos últimos anos pela fumaça do escapamento de automóveis, que atinge gramíneas e espalha chamas na região.

Para Sweet, “Os incêndios são uma ameaça tão grande para as árvores quanto a mudança climática, e a remoção de gramíneas é uma forma de os guardas florestais ajudarem a proteger a área hoje. Protegendo as árvores, estamos protegendo uma série de outros insetos e animais nativos que também dependem delas."

Os pesquisadores estão mapeando áreas de refúgio climático, onde as espécies estão mais protegidas de mudanças ambientais graças a características geográficas. A espécie Yucca brevifolia, ou árvores de Josué, podem viver até 300 anos atingindo a maturidade após os 60. Elas se mantiveram intactas como espécie desde a época do Pleistoceno, há cerca de 2,5 milhões de anos.

Fonte: Aventuras Na História (UOL)

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