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Ubrabio participa de congresso internacional sobre biocombustíveis para aviação

sexta-feira, junho 07, 2019

Representantes da Ubrabio estão em Natal-RN para participar do I Congresso da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação (RBQAV). O evento começou nesta quarta-feira (05) e vai até amanhã (07), com minicursos, palestras, debates e apresentações de pesquisas promovidas pela academia brasileira para o desenvolvimento desta nova cadeia de produção de biocombustíveis.

O presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, participou hoje (06) da cerimônia de abertura, ao lado do secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, do diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Fábio Vinhado e da coordenadora da RBQAV, Amanda Gondim.

Na ocasião, Ferrés recebeu uma homenagem da RBQVA, reconhecendo seu trabalho para viabilizar a indústria de combustíveis renováveis para aviação e “visão abrangente de futuro e economia sustentável”.

Ele destacou a grande vantagem brasileira em relação ao mundo, por sua rica biodiversidade capaz de fornecer biomassas sustentáveis para a produção de bioquerosene. “Temos incidência solar o ano inteiro, solo fértil, mão de obra e um histórico de sucesso na produção de biodiesel e etanol. O bioquerosene vem para agregar valor e colocar o Brasil na vanguarda da economia de baixo carbono”, afirmou o presidente da Ubrabio.

Diretor de Biocombustíveis para Aviação da Ubrabio e assessor para Combustíveis Renováveis da GOL Linhas Aéreas, Pedro Scorza foi o primeiro palestrante do dia com o tema “Mudança climática, emissões, metas e querosene sustentável”.

O setor aéreo representa 2% das emissões totais de gases de efeito estufa, sendo 1,3% proveniente da aviação internacional. Segundo Scorza, apesar de a industria já ter computado uma melhora de 80% na sua eficiência desde seu início, para cumprir os acordos internacionais de redução de emissões (Corsia e Acordo de Paris) será preciso investir em combustíveis sustentáveis.

“A cesta de medidas definida pela ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) inclui avanço tecnológico, melhorias operacionais, combustíveis alternativos sustentáveis e mercado de carbono. Dentre essas quatro, os biocombustíveis, são única alternativa com potencial de efetiva neutralização do crescimento das emissões e sua futura redução”, pontuou Scorza.


Rotas de produção

O bioquerosene pode ser produzido tanto a partir do etanol, quanto de óleos vegetais. Foi o que mostrou o consultor técnico da Ubrabio e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Donato Aranda, na palestra “Inovações na produção de Hidrocarbonetos Renováveis a partir de Etanol e Óleos Vegetais”.

A rota de produção que utiliza óleos vegetais é a HEFA, e consiste no hidroprocessamento de ésteres/ácidos graxos e por ser um processo semelhante ao das refinarias tradicionais é a rota mais utilizada.
Já a conversão de etanol em hidrocarbonetos integra a rota conhecida como ATJ e ambas já são reconhecidas e aceitas internacionalmente.

“As duas rotas demonstram a amplitude de opções para produção de bioquerosene e como essa cadeia pode ser inserida no Brasil, aproveitando todo o potencial produtivo. Temos opções de biomassa com escala já consolidada como o óleo de soja e a cana, e outras alternativas que podem e devem ser melhor exploradas, como a macaúba e o óleo de cozinha usado”, explicou Aranda.


Políticas públicas

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) prevê o reconhecimento dos biocombustíveis na matriz energética brasileira por meio de créditos de descarbonização que serão emitidos mediante a análise da eficiência energética e ambiental em todo o ciclo de vida do combustível.

Entretanto, como ainda não há produção comercial de bioquerosene no País, é preciso discutir quais políticas públicas são necessárias para que essa indústria de fato passar a existir no Brasil. Para discutir a questão, o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, modera amanhã uma mesa redonda sobre políticas públicas e viabilidade econômica. 

Fonte: Ubrabio

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