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Terra deverá abrigar 10,9 bilhões de pessoas em 2100, afirma a ONU

quarta-feira, junho 19, 2019

Multidão em Londres: segundo a ONU, população do mundo quase chegará a 11 milhões em 2100. Foto: Kashfi Halford/Wikimedia
Um relatório da ONU divulgado hoje alerta que a população da Terra poderá chegar a 10,9 bilhões de pessoas até 2100 – um acréscimo de mais de 3 bilhões de pessoas que poderia esgotar ainda mais os recursos naturais do planeta e acelerar o aquecimento global, de acordo com o site noticioso NBC News. Em 2050, o número total de humanos deverá ser de 9,7 bilhões

Apesar de a previsão indicar que a população da Terra chegará aos 11 dígitos em 2100, ela representa uma reversão no que se refere à última avaliação da ONU, divulgada em 2017. Segundo esse estudo, atingiríamos 11,7 bilhões de pessoas no fim do século.

O aumento populacional vem ocorrendo mesmo com o declínio contínuo observado na taxa mundial de natalidade, que caiu de 3,2 nascimentos por mulher em 1990 para 2,5 nascimentos por mulher neste ano. Ainda assim, a tendência de aumento prevalecerá.

Os autores do novo estudo afirmam que o crescimento mais rápido provavelmente terá lugar na África Subsaariana, que deverá dobrar sua população nos próximos 30 anos. A Índia deverá ultrapassar a China e se tornará o país mais populoso do mundo por volta de 2027.

Atualmente com 1,43 bilhão de habitantes, a China deverá observar até o meio do século um encolhimento de 2,2% na sua população. Outros 54 países deverão ter retração populacional nos próximos 30 anos, entre eles Japão, Lituânia, Bulgária e Ucrânia.

Embora sob o governo de Donald Trump os Estados Unidos tenham assumido uma posição radicalmente contrária à imigração, o relatório prevê que a população do país subirá de 329 milhões de pessoas em 2019 para 434 milhões de pessoas até o fim do século – basicamente por conta do aumento projetado devido aos imigrantes.

O estudo alerta que, como o maior aumento deverá aparecer nas regiões mais pobres do mundo, seu impacto será mais severo em relação a temas como fome e deslocamento populacional. Além disso, mais pessoas demandam uma exploração maior dos já exauridos recursos naturais.

A emergência climática também deverá ser agravada com esse quadro. Em algumas regiões, o aumento da população significa que mais pessoas estarão vulneráveis à elevação dos mares, a condições meteorológicas extremas e à disseminação de doenças infecciosas, que podem ser intensificadas pelas mudanças no clima.

“Nosso impacto no clima está ligado à população de muitas maneiras diferentes – que recursos as pessoas estão usando, quanta produção industrial está acontecendo, quanta energia é necessária para aquecimento, resfriamento e transporte”, observa Amy Snover, diretora do Grupo de Impactos Climáticos da Universidade de Washington. “Todas essas coisas afetam as emissões de gases de efeito estufa, então quanto mais pessoas temos e mais recursos usamos, mais difícil será lidar com os riscos e impactos da mudança climática.”

Os hábitos de consumo no mundo também são importantes em termos de crise climática, e estão longe de ser uniformes em todos os países.

“Há uma grande desconexão entre o crescimento populacional e o consumo maior”, afirma Corey Bradshaw, diretor do Laboratório Global de Ecologia da Universidade Flinders, na Austrália. Ou seja: o estilo de vida de pessoas de países desenvolvidos é mais prejudicial ao meio ambiente do que a média das pessoas na África Subsaariana. Isso significa que o rápido crescimento populacional na África não será tão prejudicial ao meio ambiente quanto um aumento populacional similar seria nos EUA, por exemplo.

Ainda não há consenso científico sobre qual seria o limite para o número de pessoas que o planeta pode sustentar. Segundo Bradshaw, porém, os 7,7 bilhões de pessoas que habitam a Terra agora podem já estar empurrando o planeta para um ponto de ruptura. “Mesmo se mantivéssemos o status quo atual e nem uma única molécula de carbono fosse liberada por causa da atividade humana, ainda veríamos os efeitos da mudança climática por pelo menos 300 anos a partir das emissões que já estão no sistema”, avalia.

Fonte: Revista Planeta

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