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Pesquisa aponta que 17% dos animais marinhos podem desaparecer até 2100

sexta-feira, junho 14, 2019


Luis Alfonso de Alba esteve no Brasil para conversa com setor empresarial sobre mudanças climáticas

Até o ano de 2100 aproximadamente 17% dos animais marinhos (peixes, invertebrados, mamíferos) podem desaparecer caso as emissões de CO2 seguirem o ritmo atual. Esta foi a avaliação internacional inédita publicada pela revista americana PNAS, na ultima terça-feira (11).

A perda desses animais marinhos leva em conta apenas os efeitos do clima, deixando de fora outros fatores como a pesca predatória e a poluição, que se incluídos, teria um impacto ainda maior na biodiversidade e na segurança alimentar.

Agrupados no consórcio “FishMIP” (Fisheries and Marine Ecosystem Model Intercomparison Project), 35 pesquisadores de quatro continentes fizeram uma avaliação global dos efeitos do aquecimento global nos recursos pesqueiros.

Se as emissões de gases causadores do efeito estufa mantiverem sua trajetória atual, a biomassa global de animais será reduzida em 17% até 2100, em relação à média dos anos 1990-99, apontam os cientistas.

Se todo o mundo conseguir manter o aquecimento global abaixo de 2°C, a queda desses animais pode ser de 5%, afirma o estudo.

Para cada grau de aquecimento acumulado, o oceano perderá cerca de 5% adicional de biomassa animal.

O estudo ainda aponta que o efeito na fauna marinha pode ser maior nas zonas temperadas e tropicais – como o Brasil – onde os homens dependem mais desses recursos, já muito debilitados.

Em contramão, nas regiões polares, a biomassa marinha pode aumentar, especialmente na Antártida.

Fonte: Novo Dia Notícias

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