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Biorrefinaria experimental será inaugurada na UFPE

quarta-feira, maio 01, 2019

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Crédito: Rafael Martins/Believe.Earth
Uma Biorrefinaria Experimental de Resíduos Sólidos Orgânicos (Berso) será inaugurada dentro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na próxima sexta-feira (3).Em funcionamento desde o final de 2017, em esquema piloto, a biorrefinaria já produz biodiesel, biogás e material orgânico para adubação de hortas, parques e jardins da universidade. 

A Berso pode produzir, atualmente, até cem litros de biodiesel por dia, utilizando óleo de fritura e álcool. O processo de transformação do óleo em biodiesel é rápido. O líquido é filtrado, depositado em um tonel e direcionado a outros tanques, onde é misturado ao álcool e ao catalizador e é aquecido, agitado e decantado por cerca de quatro a seis horas.

O procedimento resulta em biodiesel e glicerina, que pode ser utilizada por indústrias ou transformada em álcool e reutilizada no fluxo de produção. O produto é utilizado pelos tratores da equipe de limpeza do Campus Recife da Universidade e também serve como combustível para o gerador, que, atualmente, tem capacidade para produzir energia elétrica suficiente para cinco residências.A ideia é aumentar a geração e injetar a energia na rede do Campus Recife.

"Nós geramos 11 toneladas de resíduos orgânicos por dia (alimentos e podas), no Campus Recife. Estamos absorvendo, no pátio de compostagem, de três a quatro toneladas por dia, o que gera uma economia de R$ 500 a 700 diários, a partir do momento em que não mandamos esses resíduos para o aterro sanitário. Quando formos capazes de usar as 11 toneladas geradas, a economia será de R$ 2 mil por dia", explicou o professor Rômulo Menezes, que coordena a Berso em parceria com a Diretoria de Gestão Ambiental (DGA) da Universidade.

Os resíduos sólidos gerados na Universidade são utilizados, ainda, no biodigestor anaeróbio, que recebe os restos de alimentos para transformá-los em biogás e, em seguida, em energia elétrica. "O reator para o processamento da totalidade dos resíduos terá 160 metros cúbicos. O sistema vai custar cerca de R$ 2 milhões, mas se pagará em quatro anos, com a energia gerada, já que garantirá uma economia de R$ 350 mil por ano, na conta de energia elétrica, além da eliminação dos custos de envio dos resíduos para o aterro sanitário", afirmou ele.

"Iremos buscar investimentos para garantirmos uma usina com capacidade de processar todos os resíduos orgânicos gerados no Campus Recife. Essa parceria traz benefício não só para a gestão, gera uma grande economia para a universidade e também atende aos alunos, já que a Berso virará um centro de pesquisa e extensão dentro da Universidade", explicou a arquiteta Fátima Xavier, que dirigia a DGA no início da Berso e agora está aposentada.

"O novo diretor da DGA, Manoel Heleno de Castro, também tem dado todo o apoio ao projeto, o que mostra que a Berso é um projeto institucional, e continuará independentemente das pessoas", finalizou o professor Rômulo Menezes.

Fonte: Diário de Pernambuco

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