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Alimentos saudáveis estão entre as principais tendências do mercado

quinta-feira, maio 02, 2019

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Atualmente o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global e movimenta US$ 35 bilhões por ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor. Segundo a agência internacional de pesquisa de mercado, nos últimos cinco anos, o crescimento do setor de alimentos e bebidas saudáveis foi, em média, de 12,3% ao ano e em 2019, a previsão é que o segmento cresça ainda mais e atinja 50%, movimentando R$ 110 milhões. Dentro deste segmento há alguns setores que têm se destacado, como os de alimentos plant based, ou seja, com matéria-prima de origem vegetal, clean label, que significa rótulo limpo, e free from, sem a adição de algum ingrediente, como glúten, açúcar, aditivos químicos e leite de vaca. O mercado nacional nessa segmentação cresceu 58,3% entre 2012 e 2017.

Alimentos que têm a saudabilidade como critério ocuparam 4 de 10 posições do ranking “10 Macro Trends” da revista norte-americana Forbes, que reúne as principais tendências do ramo de alimentos e bebidas para este e para os próximos anos, com efeitos a longo prazo. Os produtos plant based chegaram ao podium e ocuparam a segunda colocação. A  dieta é baseada em vegetais e alimentos na sua forma mais natural, completa, não refinada e minimamente processada. A Revista aponta o crescimento de um grupo chamado de “flexitarianos”, ou seja, pessoas que diminuíram o consumo de produtos de origem animal como carnes e laticínios, mas que se permitem abrir algumas exceções. De acordo com o relatório: “Seu comportamento deve impulsionar o crescimento da alimentação baseada em vegetais ao longo dos próximos anos. O surgimento de instituições como a “Plant Based Foods Association” e a “Good Food Institute”, organizações sem fins lucrativos com o objetivo de promover a alimentação à base de plantas, devem fortalecer ainda mais esse mercado, que também já conta com empresas especializadas na produção de alimentos à base proteína vegetal com sabor de proteína animal. Além disso, também há restaurantes e chefs empenhados em desenvolver pratos vegetarianos mais elaborados aos consumidores”.

Em 7o lugar no ranking, está o termo clean label, a expressão em português significa rótulo limpo e já está sendo utilizada entre os brasileiros mais antenados em alimentação saudável. A ideia é que todos os ingredientes devem ser de origem natural, o que significa que os aditivos químicos devem ficar de fora da formulação como: conservantes, corantes, realçadores de sabor, edulcorantes e aromas artificiais, entre tantos outros. Os produtos também não devem ter uma lista grande de ingredientes, nem nomes desconhecidos do grande público. A indústria de alimentos está atenta ao aumento da preocupação do consumidor com as substâncias que compõem os alimentos e muitas empresas têm se adaptado à demanda por produtos mais naturais. As expressões ‘clean label’ e ‘rótulo limpo’ já aparecem em muitas embalagens. Mas atenção, não há nenhuma lei que determine os critérios para que um produto ganhe as definições‘. Portanto o consumidor não deve confiar apenas nelas. Caso tenha alguma alergia alimentar, é sempre importante conferir todos os itens descritos na embalagem.

Os malefícios do açúcar à saúde estão sendo considerados por uma parcela crescente de consumidores, que têm diminuído ou até acabado com o seu consumo.De acordo com a Revista Forbes: “O aumento no consumo de produtos com menos ou nenhum açúcar deve alterar o paladar da população, que ao longo do tempo vai considerar o que antes era consumido normalmente como muito doce. Outro ponto que pode influenciar nas preferências de doçura dos alimentos são as políticas públicas de combate ao excesso de açúcar, como a dos EUA, que a partir de 2020 obrigará os fabricantes a mudar os rótulos indicando a quantidade de açúcar adicionada aos produtos. À medida que os consumidores aprendem a ler esses rótulos, eles passam a exigir menos açúcar, o que ajuda a redefinir o paladar geral da sociedade”.

O relatório Brasil Food Trends 2020, enumerou uma lista de características valorizadas pelos novos consumidores, quando o assunto é saúde. Entre eles estão:

  • Produtos benéficos ao desempenho físico e mental;
  • Produtos benéficos à saúde cardiovascular;
  • Produtos benéficos à saúde gastrointestinal;
  • Para dietas específicas/restritivas/alergias alimentares;
  • Com aditivos e ingredientes naturais;
  • Funcionais (com valor nutritivo agregado);
  • Isentos ou teor reduzido de sal, açúcar e gorduras (better-for-you);
  • Orgânicos;
  • Minimamente processados.

De olho nas tendências do mercado, o Pão de Açúcar tem apostado cada vez mais no segmento. Desde o início de 2018, a rede está implementando gradualmente o projeto ‘Espaço Saudável’ em suas lojas, reformulando a exposição das categorias com a criação de uma seção exclusiva para as linhas de produtos. A seção está presente em 20 lojas da nova geração do Pão de Açúcar e agrupa os itens em quatro categorias: orgânicos, naturais, free from ( produtos sem açúcar, sem lactose e sem glúten) e funcionais, voltado a alimentos com alto benefícios à saúde além de suas funções nutricionais básicas, como barrinhas proteicas ou hiperproteicas. Com o projeto, o Pão de Açúcar registrou crescimento de 20% em vendas dessas categorias nas lojas onde o ‘Espaço Saudável’ já foi implantado, com relação ao ano anterior ao projeto, e mais de 500 novos produtos foram adicionados ao catálogo da rede. Até dezembro deste ano, o projeto deverá chegar a mais 40 unidades.

Fonte: Estadão

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