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"Superarroz verde" chinês promove desenvolvimento da agricultura sustentável na Ásia e África

sexta-feira, abril 05, 2019

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Cientistas chineses cultivaram novas variedades de arroz chamadas "superarroz verde" (GSR, em inglês) para que os países asiáticos e africanos em desenvolvimento reduzam a fome e incrementem os ganhos dos agricultores locais.

Apoiado pelo governo chinês e pela Fundação Bill & Melinda Gates, o projeto produziu 78 variedades do GSR para 18 países com uma área de cultivo total de 6,12 milhões de hectares desde seu lançamento em 2008, em espera de beneficiar 30 milhões de pequenos produtores de arroz com escassos recursos na Ásia e África.

As variedades do GSR são variedades de arroz superiores que podem produzir colheitas elevadas e estáveis. Necessitam menos fertilizantes químicos, pesticidas e água, e são mais tolerantes a pragas, enfermidades, seca, salinidade, inundações e outros problemas abióticos ou bióticos, disse Li Zhikang, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas.

As regiões visadas pelo projeto incluem nove países asiáticos (Filipinas, Vietnã, Laos, Camboja, Indonésia, Sri Lanka, Bangladesh, Índia e Paquistão) e nove países africanos (Moçambique, Tanzânia, Ruanda, Libéria, Etiópia, Uganda, Nigéria, Mali e Senegal). Além disso, estão incluídas as províncias de Sichuan, Yunnan e Guizhou e as regiões autônomas da etnia Zhuang de Guangxi e da etnia Hui de Ningxia da China.

A equipe de pesquisa encabeçada por Li desenvolveu uma estratégia de criação molecular eficiente mediante a qual o período de seleção de novas variedades pode ser reduzido de 8 a 10 anos para 4 a 6 anos.

Os cientistas aperfeiçoaram as variedades de sementes, que foram cultivadas em uma zona temperada na China para adaptar-se ao clima tropical. Os países selecionados escolhem desde as variedades abundantes com diversificada superioridade de acordo com suas condições agrícolas locais, incluindo secas, inundações e solos problemáticos.

Com uma maior tolerância a condições severas, as variedades do GSR podem alcançar um incremento médio de safra entre 0,89 e 1,83 tonelada por hectare, o que significa US$ 230,9 por hectare para um produtor de arroz, de acordo com um estudo realizado nas Filipinas.

"Também vi uma mudança significativa e um grande potencial nos países africanos", disse Li Zhikang. Ao realizar pesquisas na África há cinco anos, a área total de cultivo de arroz na África era de apenas um pouco mais que 100 mil hectares, porém a área total chegou a 1,2 milhão de hectares em 2018.

Desde 2012, o projeto do GSR tem apoiado o esforço internacional para sequenciar 3.010 amostras de arroz provenientes de 89 países que representam 95% da diversidade genética dos recursos de sementes de arroz no mundo, que acredita-se ser o maior projeto de resequência de genoma do mundo. Os resultados foram publicados na revista Nature.

"A China está realizando um grande trabalho no cultivo e desenvolvimento genético do arroz, e o projeto do GSR já compartilhou recursos de germoplasma dos institutos de pesquisa chineses com muitos países asiáticos e africanos", disse Gary Atlin, alto funcionários do programa da Fundação Bill & Melinda Gates. "A China deu um apoio verdadeiramente maravilhoso para a pesquisa e o cultivo do arroz nos países em desenvolvimento."

Ao passo que a Iniciativa do Cinturão e Rota está se popularizando cada vez mais entre os países, uma série de tecnologias e produtos avançados da China irá ao estrangeiro e terá um papel chave na promoção da segurança alimentar em áreas de escassos recursos, disse Li Zhikang.

Fonte: Xinhua Net

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