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Produção de ésteres metílicos com acetato de metila supercrítico em reator tubular

quinta-feira, abril 11, 2019

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Autora: Giovanna Doná

Resumo: Os métodos de produção de biodiesel que utilizam o álcool como reagente da reação produzem glicerina como subproduto. Com o aumento mundial da produção de biodiesel, houve um excesso da produção de glicerina, o que levou a sua desvalorização no mercado. Uma alternativa para o processo de produção de biodiesel é a substituição do álcool por acetato de metila. Neste processo é produzido como subproduto da reação, a triacetina, que é considerada um aditivo do biodiesel. Ao contrário dos métodos convencionais de produção de biodiesel, a transesterificação supercrítica não utiliza catalisador e não é afetada pela presença de ácidos graxos livres e água, sendo considerada uma alternativa promissora. 

O objetivo deste trabalho foi investigar a produção de biodiesel, em condições supercríticas por transesterificação não catalítica utilizando acetato de metila, avaliar a estabilidade dos ésteres metílicos do meio reacional e avaliar o efeito da transferência de massa sobre o rendimento da reação. Neste trabalho, foram usados dois tipos de óleo (soja e macaúba) que apresentam diferentes teores de ácidos graxos livres. Avaliou-se a influência da temperatura, da razão molar e o tempo de residência, sobre o rendimento em ésteres metílicos de ácidos graxos para as reações conduzidas em reator tubular de leito fixo. 

Os resultados demonstraram que a composição do óleo afetou significativamente a produção de biodiesel. Os melhores rendimentos de ésteres metílicos de ácidos graxos foram obtidos na reação com óleo de macaúba após 45 minutos de reação, na temperatura de 325 °C, pressão de 200 bar, com razão mássica óleo de macaúba: acetato de metila 1:5. Verificou-se também o óleo de soja em condições acima de 350 °C e longos tempos de residência apresentam elevados graus de decomposição dos constituintes do meio reacional, obtendo níveis de decomposição superiores a 50 % na temperatura de 375 °C.

Para acessar ao artigo completo, clique aqui.

Fonte: Universidade Federal do Paraná

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