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Colheita e pós-colheita de macaúba: qualidade do óleo da polpa para alimentação humana e aproveitamento da torta na alimentação animal

segunda-feira, abril 22, 2019

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Autor: Samuel de Melo Goulart

Resumo: A macaúba (Acrocomia aculeata) tem despertando interesse crescente da indústria de óleos devido à qualidade de seus óleos, especialmente o da polpa que apresenta ampla gama de usos, desde a fabricação de biodiesel até a alimentação humana. A sazonalidade na produção desta espécie leva à concentração da colheita, um problema para a indústria processadora que torna imprescindível o desenvolvimento de técnicas de conservação pós-colheita a fim de ampliar o período de processamento industrial dos frutos. Entretanto, estudos acerca da colheita e pós-colheita da macaúba, essenciais para o desenvolvimento de tais técnicas, são escassos na literatura, dificultando a exploração racional da espécie. 

A torta da polpa, resultante do processo de extração de óleo, devido à sua composição, apresenta enorme potencial para uso na alimentação animal. Desta forma, este trabalho divide-se em 4 capítulos. No primeiro, avaliaram-se os efeitos da aplicação de inibidores da síntese, Aminoetoxivinilglicina (AVG), e ação do etileno, 1-Metilciclopropeno (1-MCP), na evolução de CO 2 e etileno, e na qualidade do óleo em pós-colheita. Os frutos foram tratados logo após a colheita e armazenados por 30 dias. A aplicação de AVG não promoveu alterações nos padrões de evolução de gases ou de qualidade do óleo, ao passo que a aplicação de 1-MCP reduziu a evolução de etileno e a acidez do óleo ao final do armazenamento, embora esta já se encontrasse fora das especificações normativas. No segundo capítulo realizou- se um estudo com o objetivo de definir o ponto ideal de colheita dos frutos, com base no rendimento e qualidade do óleo em diferentes épocas de colheita e durante o armazenamento. 

Frutos foram colhidos aos 400, 415 e 430 dias após a antese (DAA) e armazenados por até 30 dias, com avaliações da qualidade do óleo feitas a cada 10 dias. No momento da colheita, frutos colhidos aos 430 DAA apresentaram maior teor de óleo na polpa e melhor qualidade de óleo. Durante xivo armazenamento, o óleo de frutos com maior idade mostrou-se mais resistente à degradação. O terceiro capítulo foi dedicado a avaliar os efeitos de técnicas de conservação pós-colheita na qualidade do óleo de frutos armazenados. Frutos foram colhidos aos 430 DAA e submetidos a (1) secagem a 100 °C por 3 h; (2) armazenamento refrigerado a 11,0 ± 1,0 °C; (3) aplicação de 1-MCP ou (4) ozonização, sendo então armazenados por até 30 dias, com avaliações feitas a cada 10 dias. O armazenamento refrigerado apresentou vantagem sobre os demais tratamentos na manutenção da acidez e índice de peróxidos do óleo dentro dos limites estabelecidos por norma para sua classificação como “extra virgem” por maior período, ao passo que secagem e aplicação de 1-MCP mostraram-se prejudiciais à maioria dos parâmetros. Por fim, o quarto capítulo teve como objetivo avaliar a viabilidade técnica e econômica da inclusão da torta da polpa na alimentação de cabras em lactação. 

O desempenho dos animais, bem como a composição do leite não foram alterados com o fornecimento da torta da polpa da macaúba. A inclusão da torta resultou em menor custo com alimentação. O uso da torta da polpa mostrou-se técnica e economicamente viável para alimentação de caprinos em fase final de lactação.

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Fonte: Locus UFV

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