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Embrapa e Universidade de Nottingham iniciam diálogos para parceria em pesquisa na área de alimentos do futuro

terça-feira, março 26, 2019

Pesquisadores da Universidade de Nottingham (UoN) e da Embrapa: diálogos em busca de fortalecimento da pesquisa - Foto: divulgação Emater GO.
A Embrapa Arroz e Feijão, localizada no município de Santo Antônio de Goiás (GO) recebeu, entre os dias 18 a 21 de março, a visita do professor Stephen Ramsden, da Universidade de Nottingham (UoN), para realização do "University of Nottingham & Embrapa Sandpit Workshop: Indicators or Environmental Outcomes & Sustainable Intensification". Organizado pelo pesquisador Pedro Machado - Programa Embrapa Labex Europa em Montpellier-França, e com a participação de diversos pesquisadores da Unidade, o encontro é o início de uma nova aproximação entre as duas instituições, que pode render frutos dentro da pesquisa, sob a abordagem “Alimentos do Futuro – Destaques em Excelência”.

A UoN e a Embrapa já atuam juntas no Projeto Nucleus (Eficiência de Nitrogênio na Agricultura), que tem como líder das ações em Goiás a pesquisadora Mellissa Soler, em cooperação com o Prof. Sacha Mooney, da instituição britânica. A estratégia de pesquisa da Universidade de Nottingham prevê cerca de 18 milhões de libras (R$90 mi), em recursos a serem alocados em investimento e custeio para a implementação do Alimentos do Futuro.

A abertura do workshop e a apresentação da Unidade foram feitas pelo chefe de Transferência de Tecnologia e Inovação, André Coutinho.  Em seguida, Stephen Ramsden, que atua na área de Agritech/Agrifood da (UoN), fez exposição do programa “Future Food-Beacon of Excellence”, que prioriza China e Brasil. Stephen apresentou, também, uma palestra sobre Indicadores Econômicos e Ambientais para a Agricultura; na sequência, os pesquisadores e analista da Embrapa apresentaram temas voltados à sustentabilidade, ambiente e adaptabilidade de cultivares: analista em Transferência da Embrapa, Carlos Magri - Métodos de Conscientização de Sustentabilidade  em Sistemas de Cultivos; pesquisadora Márcia Thaís de Melo Carvalho - Tecnologias para Sequestra de C em Sistemas de Cultivo no Cerrado Brasileiro; pesquisadora Mellissa Soler da Silva - Avanços na Eficiência do Uso de N em Sistemas de Arroz Tropical; pesquisador Alexandre Bryan – Adaptação de Feijão Comum no Brasil.

Prosseguindo a visita, durantes a tarde e demais dias, Ramsden realizou visita ao campo experimental da Fazenda Capivara, Sede da Embrapa Arroz e Feijão, foi à Fazenda Palmital, também da Unidade, passou pelos laboratórios e ainda, conheceu trabalho com ILPF em propriedade rural de municípios goianos.  

O pesquisador inglês realiza pesquisa sobre modelagens de sistemas agrícolas e seus estudos abrangem pessoas, atividades de produção, tomada de decisões sobre quais produtos produzir e quais insumos usar dentro dos limites impostos por restrições físicas (por exemplo, 'máquinas'), ou naturais (por exemplo, 'solo') e humanas (por exemplo, 'trabalho e habilidades').

A tomada de decisão é influenciada por mercados e políticas e atitudes dos agricultores em relação a fatores como risco e aspecto financeiro. O propósito de construir modelos é captar os diferentes elementos do sistema agrícola, entender como eles interagem e avaliar as implicações da mudança, por exemplo, introduzir culturas bioenergéticas, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mitigar a perda de nitrato, adaptar-se às mudanças climáticas ou estimar os efeitos de novas políticas sobre produção agrícola, saúde humana e indicadores de resultados ambientais. As abordagens de modelagem também podem ser integradas a outras abordagens (de laboratório, de campo, de pesquisa) usadas pelos funcionários da Escola de Biociências.

Toda esta ação teve início quando a Universidade de Nottingham identificou o Brasil, mais especificamente as atividades da Embrapa, como alvo da cooperação científica no âmbito do programa 'Future Food'. Assim, foi solicitado ao pesquisador responsável pelas relações internacionais daquela Instituição, o professor Marcos Alcocer, que entrasse em contato para sondar na empresa brasileira o interesse na parceria em pesquisas. O contato foi feito junto ao programa Labex Europa, por meio do pesquisador Pedro Machado, que buscou identificar oportunidades de cooperação para benefício mútuo. “Olhando os portfólios deles e observando quais os pesquisadores estavam dispostos a iniciar uma cooperação, eu entrei em contato com as unidades da Embrapa que tinham em seus portfólios alguma relação com as linhas de pesquisa nas quais eles gostariam de colaborar”, explicou Pedro Machado. Uma delas foi encontrada na Embrapa Arroz e Feijão, com tema relacionado a ionômica e tolerância a fatores abióticos, principalmente para o arroz. Há, ainda, outras possibilidades de projetos, nas áreas de ILP, ILPF e em Intensificação Sustentável.

Esta visita faz parte de uma série de missões de outros pesquisadores, que virão outras Unidades da Embrapa durante o andamento do Programa interinstituição; na Embrapa Trigo (Passo Fundo/RS), a professor da University of Nottingham, Guillermina Mediondo, está realizando uma visita para estabelecer parceria com a Unidade sobre tolerância à seca e cereais de inverno; na Embrapa Pantanal (Corumbá/MS) o professor da University of Lyon/Saint-Etienne, Nicolas Mathevon, realiza visita para andamento de parceria sobre ecologia e manejo da vida silvestre (manejo de crocodilianos).

A existência do Labex Europa se mostra de grande importância, não sendo apenas uma questão simples de se ter um pesquisador naquele continente. É uma extensão da Empresa, para que se consiga articular parcerias e efetivar relações com Instituições dos mais diversos países, visto que a Embrapa é uma das mais reconhecidas, conceituadas e respeitadas em pesquisa no planeta. Desse projeto, em se mostrando realmente interessante o resultado, pode surgir uma proposta maior, envolvendo estudantes de pós-graduação e cientistas visitantes. Para Pedro, “Esse programa vem com um pequeno montante de dinheiro, que, por um ano, vai dar para financiar mobilidade de pesquisadores, sejam os ingleses que vêm para o Brasil ou os nossos que vão para a Inglaterra”.

Fonte: Embrapa

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