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Agricultura dá dicas de proteção sustentável para hortas urbanas

quarta-feira, março 13, 2019

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Em franco crescimento, produção de hortaliças neste ambiente necessita de controle biológico, mais do que de defensivos agrícolas

A produção de hortaliças nas grandes cidades está aumentando. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo busca fomentar esta prática por meio do Instituto Biológico, trazendo dicas de como tornar as hortas caseiras mais sustentáveis utilizando inimigos naturais em vez de defensivos agrícolas.

Predadores, parasitoides, nematoides, bactérias e fungos são inimigos naturais que protegem as plantações das pragas e doenças. O controle biológico, uma técnica do Manejo Integrado de Pragas (MIP), utiliza esses inimigos para manter o equilíbrio natural, tornando a plantação mais saudável.

“O controle biológico é o componente de maior importância do MIP”, diz o pesquisador Mário Sato, que trabalha no Centro Avançado de Pesquisa em Proteção de Plantas e Saúde Animal do Instituto.

O controle das pragas ocorre naturalmente, em muitos casos não há necessidade da aplicação de inseticidas e acaricidas, pois causam desequilíbrio ao plantio. “O produtor tem de trabalhar para manter o equilíbrio do ambiente, ou seja, não aplicar qualquer produto, fazer uma boa adubação e uma irrigação adequada, para não ter uma infestação elevada de pragas, que pode causar injúrias à cultura”, explica Sato.

Em cultivos de hortaliças, a presença de insetos (pragas) é comum e o número de inimigos naturais é baixo. Nesse caso, a introdução de predadores, parasitoides ou nematoides, é necessária para o controle biológico ser efetivo.

Diversos inimigos naturais, como ácaros predadores, já são comercializados e são fáceis de serem utilizados, pois quando liberados no campo se dispersam por conta própria. Já o defensivo agrícola necessidade de pulverização, por toda a horta. Entretanto, “existe a possibilidade de o controle biológico ser associado ao controle químico, mas tem que haver cuidado ao aplicar a técnica, pois o defensivo pode prejudicar o inimigo natural”, afirma o agrônomo.

Funciona assim: quando existe praga, o inimigo natural controla e à medida que as pragas vão diminuindo, ele simplesmente vai embora – não existe risco do inimigo se tornar praga. “Na maioria dos casos, o produtor precisa reintroduzi-los em sua plantação, pois em cultivos de hortaliças há uma troca frequente de cultivares”, conclui.

Para o titular da Coordenadoria do Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), José Valverde Machado Filho, a adoção de conceitos que definam hortas urbanas e periurbanas faz parte de uma política pública muito próxima à realidade das pessoas, que cada vez mais buscam uma relação com os alimentos que consomem, preferencialmente in natura.

“Tais políticas visam estimular tanto a produção de alimentos dentro de casa, em pequenos canteiros ou hortas horizontais, como aquelas que promovem uma integração da comunidade”, avalia.

Veja abaixo algumas dicas importantes:

* Utilizar solo sem contaminantes;

* Se possível, esterilizar o solo antes de plantar (solarização);

* Comprar mudas sadias;

* Não exagerar na adubação;

* Irrigar corretamente;

Observação: a adubação exagerada, com irrigação inadequada (excesso ou falta de água), causa estresse às plantas, e favorece a criação de pragas e doenças.

Fonte: Governo de São Paulo

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