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Redes de fast food são intimadas a reduzir emissão de gases

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

fastfood_comida (Foto: Thinkstock)
Documento divulgado por investidores censura redes de fast food, Mc Donald's, KFC e Burger King, por expandirem sem mitigar suficientemente os prejuízos ambientais  (Foto: Thinkstock)

Investidores cobram que Mc Donald’s, KFC e Burger King estabeleçam rígidas ações com seus fornecedores de carnes


Mc Donald´s, KFC e Burger King foram incitados, por uma comissão de investidores globais, a reduzir as emissões de gases estufa em suas cadeiras produtivas com a crítica de que a indústria de produção animal seja o setor responsável pela maiores emissões sem um plano de baixo carbono.

A crescente preocupação de que a indústria é negligente com as mudanças climáticas e que tem falhado em atingir as metas de emissões impulsionou mais de 80 investidores que representam US$ 6,5 bilhões a desafiar aos donos das cadeias de fast food a estabelecer altas metas para os seus fornecedores de carne e produtos lácteos, o que pode provar a preferência de demanda.

Numa carta conjunta organizada pela Farm Animal Investment Risk & Return (Fairr) Initiative and sustainability organisation Ceres, as companhias de fast food – que possuem mais de 120 mil restaurantes em todo o mundo – foram censurados por expandir sem mitigar suficientemente os impactos ambientais.

“Se nós estamos direcionados às metas ambiciosas de clima global do Acordo de Paris, e queremos garantir a viabilidade e sustentabilidade do manejo global dos recursos hídricos, então as marcas mundiais de fast food precisam tomar ações concretas para gerir os impactos da água e emissões de suas cadeias produtivas”, disse Heike Cosse, da Aegon Asset Management.

A BMO Global Asset Management acrescentou que os valores de longo prazo das multinacionais estavam sob crescente ameaça, citando o aumento da demanda por uma alimentação à base de vegetais (veganas), crescimento das regulações ambientais e o medo da poluição da água em fazendas de produção intensiva.

“Se olharmos para os próximos 20 anos, o (gás) metano é 80 vezes mais potente ao aquecimento do planeta do que o dióxido de carbono. Então a poluição da pecuária desempenha um papel descomunal na condução climática da devastação que nós já vemos nas chuvas, inundações furações e incêndios florestais”, disse Ian Monroe, chefe do escritório de investimentos da Etho Capital e conferencista de sistemas terrestres da Universidade de Stanford (Califórnia, EUA).

Cenário preocupante

Fazendas de pecuária é uma das principais causas de desmatamento e poluição de água, responsável por 14,5% da emissão de gases de efeito estufa (metano, óxido nitroso e dióxido de carbono) Se a demanda global por carne crescer 95% até 2050 nas refeições, como esperado, haverá sérias consequências.

Em todo o mundo, fazendas animais usam 83% das terras agrícolas enquanto fornecem apenas 18% da ingestão calórica, com consumidores na Europa que comem cerca de cinco vezes mais carne do que o recomendado de carne vermelha, frango e produtos lácteos, de acordo com a Fairr.

Fonte: Globo Rural

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