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Leveduras associadas a frutos da macaúba (Acrocomia aculeata (Jaq.) Lodd. ex Mart): diversidade e caracterização quanto à produção de exoenzimas e fatores de crescimento

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Autor: Alessandra Abrao Resende

Resultado de imagem para leveduras macaubaResumo: O estudo da diversidade dos micro-organismos associados às plantas e dos vários compostos orgânicos produzidos nesta interação é importante para determinar os efeitos benéficos ou prejudiciais causados no hospedeiro. Este trabalho teve como objetivos estudar a diversidade de leveduras isoladas de frutos da palmeira macaúba, promissora na produção de biodiesel no Brasil, e caracterizar estes micro-organismos quanto ao potencial de produção de enzimas extracelulares e fatores promotores de crescimento. 

Um total de 529 leveduras foi isolado a partir da superfície e dos tecidos internos de frutos com diferentes tempos de deposição no solo. Os isolados foram agrupados de acordo com suas características macro-morfológicas e padrão de bandeamento por PCR fingerprinting, utilizando o iniciador (GTG)5, e identificados por meio do sequenciamento das regiões D1/D2 do gene rRNA 26S e ITS1-5,8S-ITS2 do rDNA, utilizando os iniciadores NL1/NL4 e ITS1/ITS4. 

Foram identificadas 39 espécies pertencentes a 19 gêneros, sendo Meyerozyma guilliermondii, Candida sorboxylosa, Hanseniaspora opuntiae, Hanseniaspora uvarum, Pichia membranifaciens e Fellomyces polyborus as mais frequentemente isoladas. Comunidades de epifíticos apresentaram riqueza, abundância e taxa de colonização maiores do que as de endofíticos. Entre as comunidades coletadas em tempos distintos, foi observado o aumento da abundância em função do tempo de deposição dos frutos no solo (epifíticos), bem como uma elevada taxa de substituição de espécies. Durante todo o período experimental foi observada a dominância da espécie M. guilliermondii. 

Nos ensaios qualitativos em meio sólido, 6,6% dos isolados apresentaram resultados positivos para produção de amilase; 12% para celulase; 7,9% para pectinase; 1,2% para xilanase; 6,6% para lipase; 5,4% para proteinases; 88,8% foram capazes de solubilizar fosfato de cálcio; e 48,5% foram capazes de hidrolisar fitato de cálcio. Um total de 98% dos isolados foi capaz de produzir ácido indol-acético em meio suplementado com L-triptofano, em concentrações que variaram de 1,63 até 238,65 g/mL*DO600, dosadas pelo método do reagente de Salkoviski. 

As atividades enzimáticas e a produção de fitase demonstradas pelos isolados apresentaram distribuição diferenciada, quando considerados os tempos de deposição dos frutos de macaúba no solo.

Para acessar o artigo completo, clique aqui.

Fonte: Biblioteca Digital UFMG

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