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Empresas que trabalham a ideia de responsabilidade socioambiental

quarta-feira, dezembro 26, 2018

Empresas bem sucedidas já descobriram que a sustentabilidade tem bases sólidas no tripé economia, meio social e meio ambiente

Arnaldo Xavier, da Rota do Mar
Arnaldo Xavier - da Rota do Mar, indústria de confecções pernambucana que também desenvolve projetos com benefícios sociais no estado.
No meio empresarial, promover benefícios socioambientais na comunidade onde atua se torna uma preocupação cada vez maior para as organizações. Neste Natal, tempo de lembrar e destacar a importância de fazer o bem, a Folha de Pernambuco ouviu empresas que levam a sério a responsabilidade social e transformaram seus entornos através de boas práticas. É o caso da Aché, que desenvolve iniciativas de apoio ao esporte, e da Ambev, com projetos de acesso à água no Semiárido.

Hoje em dia, as empresas definem sustentabilidade pelo tripé: economia, meio social e meio ambiente. “A ideia que está por trás disso é a compreensão de que o objetivo da empresa não é somente ganhar dinheiro, pois existe a responsabilidade socioambiental”, afirma o empresário Oscar Rache, presidente do Instituto Ação Empresarial pela Cidadania. 

Única brasileira a figurar na lista das 135 companhias mais éticas do mundo, divulgada pela Ethisfere, a Natura é uma empresa de cosméticos que construiu um modelo de negócios permeado pela sustentabilidade. Segundo Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura, o fator é levado em conta desde a concepção do produto até a produção na fábrica e a sua distribuição. A empresa busca ainda aplicar o conceito no lado social, engajando colaboradores, fornecedores, comunidades fornecedoras e o consumidor final.

Isso é observado na própria cadeia de valor. Com a adoção do Programa Amazônia, em 2011, a Natura compra matérias-primas de 34 comunidades locais. De 2010 a 2017, a empresa acumulou mais de R$ 1,2 bilhão em volume de negócios na área. “Um compromisso da Natura é de até 2020 ter 10 mil famílias fornecendo para a Natura. Hoje são 4,7 mil”, disse Macedo.

“Inclusive, em alguns dos produtos, a Natura utiliza do conhecimento tradicional associado. Ou seja, usa a experiência de uma população local que conhecia o uso daquele ativo - semente, manteiga ou óleo -, que dá um benefício funcional. A Natura aprendeu com essas comunidades, desenvolveu o produto e paga para essa comunidade uma repartição do beneficio da venda”, revela. “Existe um potencial de benefícios muito alto ao trabalhar com pequenos produtores. Você tem maior impacto positivo social porque você distribui renda.”

Confira a reportagem na íntegra clicando aqui.

Fonte: Folha Pernambuco

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