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Agricultura orgânica com edição genética - um novo futuro?

quinta-feira, outubro 18, 2018


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" A resolução colaborativa produzirá um progresso maior do que grupos individuais agindo sozinhos e rejeitando uns aos outros”

Muitos especialistas estão pensando na possibilidade aliar a produção orgânica de alimentos com as técnicas mais modernas de edição genética para suprir a demanda alimentícia e a necessidade de preservação do meio ambiente. De acordo com a Bolsista de Pós-Doutorado da Universidade da Califórnia, Rebecca Mackelprang, isso é extremamente possível. 

Nesse cenário, o fato de os defensores da agricultura orgânica criticarem as técnicas de edição genética alegando que causa prejuízos para a saúde, em contraponto com o argumento do outro lado, que diz que a agricultura orgânica não conseguirá alimentar o planeta e pode causar prejuízos ambientais, motivou a pesquisadora a escrever um artigo sobre o tema. Segundo ela, a técnica CRISPR, por exemplo, pode colaborar com a sustentabilidade. 
“O milho com maior rendimento sob estresse hídrico já foi feito usando CRISPR, e é apenas uma questão de tempo antes que CRISPR seja usado para aumentar a tolerância à seca em outras culturas. Os tomates resistentes ao oídio podem economizar bilhões de dólares e eliminar a pulverização de fungicidas. Uma planta de tomateiro que floresce e produz frutas precocemente pode ser usada em latitudes setentrionais com longos dias e estações de crescimento mais curtas, que se tornarão mais importantes como mudanças climáticas”, escreveu. 
No seu processo de pesquisa, a bolsista, que também é bióloga, entrevistou uma série de produtores vinculados a agricultura orgânica e, estes, se mostraram otimistas em usar a edição de genes para criar uma produção mais sustentável. Ela considera ainda que o principal problema que está atrasando esse processo são as barreiras culturais que são criadas pela própria sociedade. 
“Pessoas em todos os lados dos debates sobre biotecnologia querem maximizar os resultados humanos e ambientais. A resolução colaborativa de problemas por parte de produtores orgânicos (e convencionais), especialistas em agricultura sustentável, biotecnólogos e formuladores de políticas produzirá um progresso maior do que grupos individuais agindo sozinhos e rejeitando uns aos outros”, conclui.
Fonte: AgroLink

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