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Soja precoce e milho segunda safra compõem único sistema, alerta consultor

quinta-feira, setembro 13, 2018


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O tema foi debatido em conferência durante o segundo dia do XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que acontece até a próxima sexta-feira, 14, em Lavras-MG. 
 
Serviço
Evento: XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo
Onde: Universidade Federal de Lavras (Lavras-MG)
Quando: de 10 a 14 de setembro de 2018
Programação: www.abms.org.br/cnms/paginas/programacao.php   
 
Promoção: ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo)
Realização: Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Embrapa

O tema foi debatido em conferência durante o segundo dia do XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que acontece até a próxima sexta-feira

Um panorama sobre a produção de milho no Brasil nos últimos 40 anos – desde o monocultivo do cereal aos sistemas integrados de produção – foi apresentado pelo engenheiro agrônomo André Aguirre Ramos, consultor da Aguirre & Ramos Consultoria, durante o XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, realizado em Lavras-MG. “O início do plantio direto, em 1975, e a importância do milho como agregador de rentabilidade ao sistema, é retrato do empreendedorismo do produtor brasileiro. Ninguém testa mais tecnologia que o agricultor”, disse.
 
Durante o final da década de 1970, com o início do sistema de plantio direto, limitações como o surgimento de novas pragas e doenças e problemas físicos do solo constituíam o cenário vivido por agricultores na adoção da chamada “safrinha” que, em 2012, ultrapassou a safra de verão em área plantada. “Nessa época, o termo ‘safrinha’ era associado a baixas produtividades. As sementes eram provenientes de sobras da safra de verão e os produtores tinham pouca ou nenhuma informação sobre manejo e novas tecnologias”, relata.
 
“Associado ao alto risco de plantio – época de geada e seca – era necessário complementar renda com a segunda safra. Dessa forma, o plantio de uma cultivar de soja precoce no verão era decisivo para semear o milho safrinha o mais cedo possível, em busca de maior potencial produtivo, aproveitando uma curta janela de chuvas. Nesse ponto, aconteceu o que chamamos de ‘boom’ do agronegócio brasileiro”, lembra o consultor. 
 
Hoje, o produtor de sucesso deve entender a implantação de duas ou mais culturas e não de uma única isolada, além de conhecer os processos de integração, como a Lavoura-Pecuária e a Lavoura-Pecuária-Floresta. Abaixo, conheça algumas tecnologias que marcaram o desenvolvimento da cultura do milho em três períodos: de 1990 a 2005; de 2005 a 2012; e de 2012 até os dias atuais.
 
Evolução tecnológica na cultura do milho
 
1990 a 2005
- Melhoria na qualidade de plantio;
- Introdução do híbrido simples, com genética e qualidade de sementes superior;
- Correção do solo e adubação fosfatada;
- Adubação nitrogenada;
- Controle químico de pragas de solo e da lagarta-do-cartucho;
- Aumento da população de plantas para até 65 mil (por hectare).
 
2005 a 2012

- Melhoria da qualidade dos equipamentos e das operações de plantio, adubação, pulverização e colheita;
- Introdução do milho transgênico;
- Tratamento industrial de sementes;
- Uso de fungicidas;
- Redução do espaçamento de plantio (45 cm a 50 cm) e aumento da densidade (até 75 mil plantas por hectare);
- Doses de nitrogênio de até 200 kg/ha ou mais no verão;
- Agricultura de precisão, com operações georreferenciadas.
 
2012 a 2018


- Plantio cada vez mais antecipado do milho segunda safra;
- Utilização de técnicas de MIP (Manejo Integrado de Pragas) nas cultivares transgênicas de milho;
- Aumento da capacidade de armazenamento nas propriedades, aproveitando melhor época de venda;
- Com as “pontes verdes”, surgimento de novas pragas e doenças;
- Aumento de áreas de milho em consórcio com outras gramíneas e leguminosas;
- Entendimento, por parte dos agricultores, que a soja precoce e o milho segunda safra compõem o mesmo sistema;
- Surgimento de novas tecnologias para gerenciamento de informações das lavouras;
- Novos conhecimentos sobre tecnologias utilizadas em países com restrição hídrica e temperaturas elevadas – similares às condições brasileiras da segunda safra – como é o caso da África do Sul.


Fonte: Embrapa

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