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Leite: produção cai, mas 2018 deve terminar como 2º ano de recuperação

quarta-feira, setembro 26, 2018

A Pesquisa Trimestral do Leite, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi publicada em 12 de setembro com os dados referentes ao segundo trimestre do ano. Os números dizem respeito ao volume captado pelos estabelecimentos com algum tipo de inspeção (municipal, estadual e/ou federal).
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Como esperado, o volume adquirido entre abril e junho caiu 3,2% frente a igual período do ano passado, totalizando 5,47 bilhões de litros.

Volume de leite adquirido em 2017 e 2018 no Brasil, em bilhões de litros.
Fonte: IBGE / Elaborado por Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
No semestre, a captação formal foi de 11,5 bilhões de litros, 0,3% menor que no mesmo período do ano passado.
O crescimento da produção vinha em um ritmo menor desde meados de 2017 (figura 2), influenciado pela queda no preço do leite pago ao produtor, aumento dos custos de produção (principalmente os relacionados a alimentação, que acabaram estreitando a margem do produtor de leite e limitando seus investimentos), e também devido ao clima desfavorável em 2018.
Variação do volume de leite adquirido nos trimestres, em relação ao mesmo período do ano anterior, em porcentagem.
Fonte: IBGE / Elaborado por Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Expectativa
Segundo o Índice Scot Consultoria de Captação de Leite, em julho o volume adquirido aumentou 1,6%, em relação a junho. O peso maior foi dos estados do Sul do país, devido às pastagens de inverno, mas o índice apontou crescimento (ligeiro) do volume captado também no Brasil Central e região Sudeste.
Em agosto, os dados parciais apontam para um aumento de 3% na captação média nacional.
No entanto, segundo o Índice, considerando a média nacional, o volume captado em agosto foi 11,3% menor que em igual mês de 2017.
A previsão, portanto, é de alta na produção nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porém, a retomada das chuvas determinará a intensidade dos incrementos nos próximos meses e, consequentemente, o peso da maior oferta de matéria-prima no mercado interno.
Por fim, a expectativa é de que o aumento da produção no segundo semestre será mais lento, considerando as previsões de clima menos favorável no início do período chuvoso no Brasil Central e região Sudeste.
A produção deverá ser impactada também pela saída de produtores da atividade e pela queda dos investimentos, reflexo das dificuldades enfrentadas desde 2017.
Com isso, para o saldo do ano, projetamos um crescimento médio próximo de 1,0% na produção nacional em 2018, na comparação com 2017. Ou seja, crescimento inferior ao observado em 2017 (incremento de 5,0%), frente a 2016.
Para o produtor, a oferta de leite aumentando (início da safra) é um fator de pressão de baixa sobre os preços recebidos nos próximos meses. No entanto, a produção crescendo menos este ano poderá limitar as quedas neste semestre, dependendo de como reagir a demanda interna.
Fonte: Blog do Scot - Canal Rural

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